Aventuras na História N° 232 (Setembro de 2022) - Brasil, 200 anos de independência

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    2022
    60 páginas
    2h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Edição temática.

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    R .20/09/2022Resenhou um livro
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    Setembro de 2022

    Edição temática sobre a independência. "Independência ou morte" A icônica pintura de Pedro Américo é também chamada de "O Grito dp Ipiranga", o texto trouxe curiosidades (como rascunhos e significâncias), mas o destaque foi para a acusação de plágio de "Friedland", pintura do francês Meissonier com conceito parecido destacando Napoleão. Será? No caso do Hino Nacional é possível, pois tem coisas parecidas em música de Paganini e hino da coroação de D. Pedro II (ouvi no YouTube, lembram algo, e existem outras indicações também), mas no caso da pintura as construções se alinham em ideia que tende a ser universal, do povo no entorno de um libertador. Para constar: a pintura francesa é de 1875 e a nossa de 1888. Mas se for, os europeus com seu colonialismo usurpador mundo afora fizeram pior... Nem vem! "A viagem da independência" Atualmente o "verdadeiro cenário do grito do Ipiranga" já não é desconhecido. Fala-se muito da caganeira do imperador, dias chuvosos e mulas como montarias no trajeto às margens do Ipiranga. A reportagem junta mais informações ao contexto, principalmente sobre a tramitação política que vinha ocorrendo. Esperava texto mais legal, bem como ilustrações mais bacanas, do momento crucial para o país, mas a apresentação foi burocrática e chata... Saudades do tempo que a revista era jovial, onde poderia, quem sabe, isso tudo rolar em formato de quadrinhos... Quero aventuras na História! "Mulheres de luta" A reportagem que mais curti, destacando 4 mulheres no contexto das lutas de independência em paralelo à vivência das mulheres no século 19. Cada uma a seu modo foram inspirações revolucionárias. Quem, quem, quem? Maria Leopoldina (pela erudição científica, cultural e política). Maria Quitéria (a Mulan brasileira, entrou bravamente nas fileiras de combate contra tropas portuguesas, disfarçada de homem), Maria Angélica (liderança inspiradora, defendendo convento baiano com a vida... morreu e invadiram, mas seu gesto motivou lutas por ideais), e Maria Felipa (a ex-escrava baiana foi uma espécie de guerrilheira revolucionária, tão lendária que muitos acham até que não existiu...). "O coração de D. Pedro" Rapaz, imaginava história mirabolante, com ares mitológicos, do porquê do coração de D. Pedro I estar conservado em Portugal e seu corpo no Brasil... Elementar, teria sido sua vontade (mas também, creio, política ideológica de engrandecimento à nobreza portuguesa à partir de heróis da pátria). Falando no corpo do imperador, segundo li em outras fontes, está no Monumento da Independência próximo ao Ipiranga. Este foi inaugurado no centenário, tempos depois recebeu a companhia das "imperatrizes" Leopoldina e Amélia, no contexto de festejos da independência. Af! No duzentão de agora o presidente me puxa um coro com o povo de "imbrochável"... Marcado para a História ficou mesmo a reabertura do Museu da Independência. Quem sabe a chamada "Pátria de chuteira" não enriqueça o momento com a taça do Catar... Égua, mano! Falei quem nem um comentarista.... Mas credo! "Histórias não contadas" Entrevista com Paulo Rezzutti e seus livros comemorativos ao bicentenário da independência. Não li, mas vontade não falta... Ainda mais pela pegada jovial instigante que apresenta, de histórias inusitadas ou desconhecidas... O papo da busca que empreende à desconhecidas e desaparecidas pinturas me deixou com tesão de curiosidade... Tomara que encontre! Ah, sim! Tem também a reportagem de capa com "Lutas de Norte a Sul pela independência". Destas, destaque para a Batalha de Jenipapo, no Piauí, em 1823. Foi um massacre e carnificina das tropas portuguesas contra homens mal armados, mas ficou o heroísmo de brasileiros contra os portugueses que queriam retomar e manter a hegemonia usurpadora. Aí está um exemplo dos "filhos teus que não fogem à luta"... Fim. Quem quizer que conte outra...

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