Poesia, te escrevo agora - Antologia

    João Cabral de Melo Neto, (Org.) Regina Zilberman

    Alfaguara
    2022
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788556521477
    Português Brasileiro

    Esta coletânea, organizada por Regina Zilberman e relançada pela Alfaguara, nos mostra a dimensão multifacetada de João Cabral, oferecendo aos leitores um mergulho em sua poesia. Lançada originalmente em 2010, com o título João Cabral de Melo Neto: poemas para ler na escola, esta antologia ganha agora uma edição ampliada, mostrando sua atualidade e relevância. João Cabral de Melo Neto, autor de um dos poemas mais conhecidos da nossa literatura – Morte e vida severina –, é dono de uma poesia atemporal, que influenciou gerações de leitores. Ao contemplar diversas fases da trajetória artística do poeta, esta seleção traz também seus temas mais emblemáticos, tornando-se uma perfeita porta de entrada para os que querem ter contato com sua obra, sem desconsiderar aqueles que já estão familiarizados com ela. A educação pela pedra, Museu de tudo e Uma faca só lâmina são apenas alguns dos livros que emprestaram seus versos para Poesia, te escrevo agora, que se divide em quatro partes: figuras e paisagens; o nordeste, seus heróis e destino; objetos; e, o poeta. Ao fim, é possível vislumbrar com nitidez a engenharia poética e a genialidade deste admirável escritor. "– Afinal, o que é poesia? – O que dá taquicardia. Com essas palavras, João Cabral define seu trabalho. Sua principal missão? Não sou político nem creio que literatura mude nada na sociedade; mas achei que devia deixar meu protesto. Vale ler, reler, decifrar as entrelinhas, debater talvez, mas sobretudo sentir." Inez Cabral

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    Thamires Amorim14/05/2014Resenhou um livro
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    Poemas para ler na escola - João Cabral de Melo Neto

    Regina Zilberman soube reunir de maneira muito boa à ordem das poesias e também tornar a ordem algo expressivo, já que eu não vejo nas poesias de João Cabral, nada de tão intenso e sentimental, o que vendo em particular acaba com a poesia. Afinal, pra que serve a poesia se não para te levar para longe? As poesias são cheias de realidade e fazem com que o leitor se encontre em diversos locais do sertão. Também fala de coisas simples a paisagem, engenheiros, nuvens e até mesmo os olhos. É uma maneira diferente de ver a poesia, mas vale a pena ser vista. Tu és a antecipação / do último filme que assistirei. / Fazes calar os astros, / os rádios e as multidões na praça pública. / Eu te assisto imóvel e indiferente. / A cada momento tu te voltas / e lanças no meu encalço / máquinas monstruosas que envenenam reservatórios / sobre os quais ganhaste um domínio de morte. (Pg. 19)

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