Door Wide Open - A Beat Love Affair in Letters, 1957-1958

    Joyce Johnson

    Penguin Books
    2001
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-10: 0141001879

    On a blind date in Greenwich Village set up by Allen Ginsberg, Joyce Johnson (then Joyce Glassman) met Jack Kerouac in January 1957, nine months before he became famous overnight with the publication of On the Road. She was an adventurous, independent-minded twenty-one-year-old; Kerouac was already running on empty at thirty-five. This unique book, containing the many letters the two of them wrote to each other, reveals a surprisingly tender side of Kerouac. It also shares the vivid and unusual perspective of what it meant to be young, Beat, and a woman in the Cold War fifties. Reflecting on those tumultuous years, Johnson seamlessly interweaves letters and commentary, bringing to life her love affair with one of American letters' most fascinating and enigmatic figures.

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    R .12/03/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Cabralzinho - O Herói do Amapá (Cordel de Francisco Rodrigues Pinto)

    A obra é interessante, com a história popular na linguagem do cordel. Vemos informações de cunho histórico e baseadas em relatos de moradores, fruto da pesquisa do autor (Francisco Rodrigues Pinto). O Cabralzinho figura como um herói celebrado em versos até engraçados. Imagina o cidadão chamando o capitão Lunier de "cara de coatá" (e designações da estirpe); escapando com bravura de uma saraivada de balas por mais de uma vez, e evocando uma justiça em Deus como é comum no cordel e no heroísmo popular. Isso e outras coisas são mostradas. O Trajano, por exemplo, ao ser recolhido pelos franceses está todo defecado de medo, e os soldados aparecem apavorados diante da bravura dos amapaenses. Evidentemente, são exageros e gracejos pertinentes à Literatura de Cordel, cheia de liberdades poéticas, ousadas e sagazes. Mas não pense que o cordel é só sarcasmo. Observamos fatos relatados na história usual e a parte da chacina é apresentada até com os supostos nomes das vítimas, em uma visão aterradora de como aconteceu. O autor é um apaixonado pela terra e a exalta também em sua beleza natural e locais históricos. As pretensões franco-brasileiras aparecem pontualmente, como a República Cunani (estabelecida em Calçoene para atender os interesses franceses) e o Triunvirato (onde Cabralzinho era um dos líderes e autoridade favorável à soberania brasileira). Datas e motivações históricas aparecem com alguma precisão. Gostei da obra, que tem visão popular sem deixar de lado a valorização histórica e da terra. Vale uma conferida. A parte que Cabralzinho correu para o mato, deixando a população sujeita aos invasores, sempre questiona seu heroísmo (pois sobreviveu, também, a custo da morte e empenho de muitos).

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