Cabralzinho - O Herói do Amapá

    Francisco Rodrigues Pinto

    Edição do Autor
    1998
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-17: 978-85-8013-161-1
    Português Brasileiro

    Literatura de cordel apresentando o Cabralzinho. Herói amapaense cujas ações, no final do século XIX, foram fundamentais para o Brasil assumir a soberania das terras que estavam na disputa secular com a França, no atual estado do Amapá.

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    R .12/03/2015Resenhou um livro
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    Cabralzinho - O Herói do Amapá (Cordel de Francisco Rodrigues Pinto)

    A obra é interessante, com a história popular na linguagem do cordel. Vemos informações de cunho histórico e baseadas em relatos de moradores, fruto da pesquisa do autor (Francisco Rodrigues Pinto). O Cabralzinho figura como um herói celebrado em versos até engraçados. Imagina o cidadão chamando o capitão Lunier de "cara de coatá" (e designações da estirpe); escapando com bravura de uma saraivada de balas por mais de uma vez, e evocando uma justiça em Deus como é comum no cordel e no heroísmo popular. Isso e outras coisas são mostradas. O Trajano, por exemplo, ao ser recolhido pelos franceses está todo defecado de medo, e os soldados aparecem apavorados diante da bravura dos amapaenses. Evidentemente, são exageros e gracejos pertinentes à Literatura de Cordel, cheia de liberdades poéticas, ousadas e sagazes. Mas não pense que o cordel é só sarcasmo. Observamos fatos relatados na história usual e a parte da chacina é apresentada até com os supostos nomes das vítimas, em uma visão aterradora de como aconteceu. O autor é um apaixonado pela terra e a exalta também em sua beleza natural e locais históricos. As pretensões franco-brasileiras aparecem pontualmente, como a República Cunani (estabelecida em Calçoene para atender os interesses franceses) e o Triunvirato (onde Cabralzinho era um dos líderes e autoridade favorável à soberania brasileira). Datas e motivações históricas aparecem com alguma precisão. Gostei da obra, que tem visão popular sem deixar de lado a valorização histórica e da terra. Vale uma conferida. A parte que Cabralzinho correu para o mato, deixando a população sujeita aos invasores, sempre questiona seu heroísmo (pois sobreviveu, também, a custo da morte e empenho de muitos).

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