O Livro do Silêncio (Deuses de Dois Mundos #1) - (E-book Kindle)

    P J Pereira

    Planeta
    2018
    268 páginas
    8h 56m
    ISBN-10: B07CXY6HT7
    Português Brasileiro

    "Um babalaô me contou: antigamente os orixás eram homens. Homens que se tornaram orixás por causa de seus poderes. Homens que se tornaram orixás por causa de sua sabedoria." PIERRE FATUMBI VERGER De repente, os instrumentos de Orunmilá se calam. Qual será o motivo do silêncio de Ifá? A força e a ajuda de Exu, Ogum e Oxóssi serão suficientes para que o maior adivinho da África ancestral reencontre seus poderes? Já na caótica São Paulo dos dias atuais, o jovem jornalista New se vê envolvido em uma missão a que parecia destinado desde o berço, mas com a qual ele não consegue se identificar. Na aclamada trilogia Deuses de Dois Mundos, PJ Pereira desafia o limite entre o conhecido e o desconhecido, o estranho e o maravilhoso, o real e o fantástico. O leitor é conduzido a uma viagem entre os níveis de existência do Aiê, a terra dos homens, e do Orum, o mundo em que, de acordo com a rica mitologia africana, vivem os orixás.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (77)Ver mais
    Luiz Carlos de Araujo Junior picture
    Luiz Carlos de Araujo Junior04/02/2014Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Dois Mundos de Frustração

    Puxa vida, não tenho como descrever a ansiedade que me consumia pelo desejo de ler este livro. Sou um claro defensor das "brasileiridades" e, mais ainda, "baianidades" por ser filho da terra do Nosso Senhor do Bonfim, contudo, assumo ser totalmente leigo e desinformado sobre as questões religiosas do candomblé, umbanda e similares. A possibilidade de ter acesso a este mundo através de um romance me parecia formidável! Apostei todas as fichas nessa que poderia ser uma maneira saborosa de ser apresentado a esse novo mundo que me fascinava. E que ideia brilhante! Criar um mundo de fantasia mais próximo de todos nós, fugindo dos padrões europeus! Li em alguns lugares na internet inclusive elogios a esse que seria o "Harry Potter com orixás", ledo engano. Temos que admitir que o marketing que envolveu a produção do livro foi impecável, trailer com narração de Gilberto Gil, contato direto dos leitores com o autor através das redes sociais (afinal, como eu acho que todos deviam ser)... Não era de se esperar menos de PJ Pereira, um expoente na área. Há que se falar ainda da diagramação do livro. Bonito. Uma arte invejável, ainda mais por que tive a oportunidade de obtê-lo com a capa dura, o que o torna ainda mais prazeroso de ler, me incomodando somente a letra excessivamente grande (talvez para aumentar a quantidade de páginas para assemelhar-se aos grandes épicos). Vencida a análise da produção do livro, vamos à história. Temos uma organização que pessoalmente me incomoda, mas que não há qualquer problema, na organização dos capítulos, variando entre as personagens. Eis então que nos deparamos com o primeiro problema: a narrativa. Nitidamente fica clara que essa é a primeira experiência como escritor de PJ Pereira, que narra de maneira muito simplória todos os fatos, com dificuldades na caracterização dos mesmos e principalmente das personagens, que são tão profundas quanto uma colher de sopa. A abordagem rasteira destes acabam por eliminar qualquer possibilidade de empatia que possa ocorrer com estes. Vemos também uma necessidade de aprofundamento excessiva somente na personagem principal, que nos joga informações continuamente sobre si própria, num exercício narcisista sobre questões que são realmente irrelevantes no contexto e que certamente não seria algo a se compartilhar da forma como é compartilhada com um interlocutor no próprio livro. Posso estar enganado, mas em determinados momentos, a personagem principal parece ser um reflexo do que é ou gostaria de ser o próprio autor, este que parece ter dificuldades de se separar da própria obra. Sobre os orixás e a mitologia envolvida pelo livro, possui uma abordagem superficial e de difícil entendimento para o primeiro episódio de uma trilogia, fato que, cumpre salientar, se tornou mais claro após ler o Posfácio da própria obra, demonstrando a falta de prática do autor. Destaco também um glossário nas últimas páginas com pouco mais de dez palavras da língua iorubá, que poderiam tranquilamente deixar de estar lá para fazer parte da narrativa, tornando a história muito mais interessante, rica e compreensível. À obra dou duas estrelas, pela inovação e valorização da cultura afro-brasileira e, ainda, pelo sensacional trabalho de marketing. Espero sinceramente que os próximos capítulos consigam melhorar verticalmente, pois esse tipo de temática e abordagem deve ser incentivada, valorizada e, se de qualidade, servir de exemplo. Axé.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 872
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%