No livro 2 de "As Cores de Sophia; Cores das chamas e da escuridão", Juliana Lino nos faz passear novamente pela mente extraordinária de Sophia.
Após sofrer um atentado no primeiro livro da série; provocado por tentar (e conseguir) desvendar um terrível esquema de tráfico de órgãos presente no hospital no qual trabalha como médica residente; a protagonista/heroína Sophia retorna ainda mais poderosa. Se antes seu dom se limitava a enxergar as cores dos olhos das pessoas (e através delas desvendar sentimentos, sensações e até a proximidade da morte), agora; além de tudo isso; ela também tornou-se capaz de escutar e enviar mensagens telepaticamente para pessoas que possuem o mesmo dom que ela. O mais próximo deles é o doutor Lucas Martinelli, com o qual ela volta a se envolver amorosamente.
Enquanto desvenda os mistérios do seu "cérebro imortal", Sophia também precisa lidar com a teimosia de Bia, sua amiga jornalista que insiste em descobrir o paradeiro do dr. Alberto Ricci, o diretor do hospital desmascarado como parte integrante da quadrilha responsável por captar órgãos de maneira clandestina.
A situação fica cada dia mais perigosa, e Sophia luta para fazer com que a amiga não se envolva num caso que está nas mãos da polícia, porém Bia se irrita com a proteção da amiga e as duas rompem a amizade. Nesse período de afastamento, entretanto, Bia desaparece e Sophia tenta usar seu dom para entrar na mente do dr. Ricci, descobrir seu paradeiro e desvencilhar Bia das garras de um grupo de bandidos perigosos...
"As Cores de Sophia; Cores das chamas e da escuridão", trazem intensas reviravoltas nos acontecimentos do primeiro livro. É um prazer rever Lucas, Felipe, Luiz, Bia e obviamente Sophia, todos personagens muito importantes e carismáticos.
Apesar do dom incomum de Sophia, as explicações clínicas não dificultam a leitura, apenas enriquecem a experiência e tornam tudo muito mais crível. Gostei muito de mergulhar novamente nessa história envolvente e cheia de acontecimentos que nos prendem a cada página. Leitura mais do que recomendada.
Resenha de Raquel Cavalcanti (@anarraquilhas)