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    Meditações metafísicas -

    René Descartes

    Vozes De Bolso
    2022
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9786557136607
    Português Brasileiro
    4
    394 avaliações
    Leram868Lendo78Querem651Relendo4Abandonos22Resenhas27
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    Meditações metafísicas (ou Meditações sobre a filosofia primeira) é uma obra filosófica de René Descartes, publicada pela primeira vez em latim em 1641. Do ponto de vista da história da filosofia, é uma das maiores influências do racionalismo clássico. O livro é composto de seis meditações, nas quais Descartes primeiro descarta toda crença em coisas que não são absolutamente certas, e depois tenta estabelecer o que pode ser conhecido com certeza. As meditações foram escritas como se ele estivesse meditando por seis dias: cada meditação se refere à última como ontem.

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    Felipe Souza picture
    Felipe Souza16/12/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Somente uma síntese explicativa

    Ao ler René Descartes vem tanta coisa na cabeça, pelo fato de que ele convida o leitor a pensar junto, sua escrita não é tão simples, mas é provocadora. O filosofo de fato é um dualista e nesta obra ele não nega isso com a alma e o corpo, portanto, na obra meditações metafísicas o pensamento do autor é chegar a conclusão da existência de Deus pela luz na natural (razão). A primeira Meditação de René Descartes é daquilo que se pode duvidar, e inicia colocando em dúvida todo o conhecimento que possui, buscando eliminar crenças incertas. Ele identifica várias fontes de erro como os nossos sentidos podem nos enganar (ex.: ilusões ópticas). Não há critérios claros para diferenciar o estado de vigília e o de sonho. Hipótese do gênio maligno: Descartes sugere a possibilidade de uma entidade poderosa e enganadora que manipula nossas percepções e pensamentos. Estabelecer um ceticismo radical como método para encontrar uma base absolutamente indubitável para o conhecimento. Após a dúvida radical, Descartes busca um ponto de certeza. Ele formula o famoso “Cogito, ergo sum” (“Penso, logo existo”). O ato de duvidar prova a existência de quem duvida: a mente pensante é indubitável. Introduz a distinção entre a mente (res cogitans) e o corpo físico (res extensa). Objetivo: Estabelecer o pensamento como a essência do ser humano e fundar a certeza no “eu” como sujeito pensante. O filosofo busca provar a existência de Deus como garantia de verdade. Ele argumenta que a ideia de um Deus perfeito e infinito não pode ter origem no ser humano finito, mas deve vir de Deus mesmo (argumento ontológico). Um ser perfeito não pode ser enganador. E assim tem o objetivo de demonstrar que a ideia de Deus é clara e distinta e que Deus é a garantia da verdade. Descartes investiga a possibilidade de erro, mesmo com a existência de um Deus perfeito como o erro ocorre pela interação entre o intelecto (que percebe ideias) e a vontade (que julga). A vontade é ilimitada, enquanto o intelecto é limitado, o que leva a julgamentos precipitados. Explicar a origem do erro sem comprometer a perfeição divina, sugerindo que o erro é uma falha humana. Na quinta meditação o autor faz uma reflexão sobre essência das coisas materiais e da existência de Deus. Nesta meditação, Descartes reforça o argumento ontológico para a existência de Deus como uma ideia que inclui necessariamente a existência, assim como a ideia de um triângulo inclui a soma de seus ângulos internos. Além disso, ele discute as ideias claras e distintas das coisas materiais, ainda que sua existência não esteja completamente demonstrada. Mostrar que Deus é o fundamento do conhecimento seguro e das verdades matemáticas. Finalmente, Descartes aborda a relação entre mente e corpo, defendendo o dualismo com a mente, sendo isso a mente é uma substância pensante e imaterial, enquanto o corpo é uma substância extensa e material. Ele propõe a interação entre mente e corpo (na glândula pineal, segundo hipóteses posteriores). Também apresenta argumentos para a existência do mundo material, com base na confiabilidade de Deus. E o conhecimento científico que o autor estabelece o dualismo mente-corpo e validar a existência do mundo externo.

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