Ao ler René Descartes vem tanta coisa na cabeça, pelo fato de que ele convida o leitor a pensar junto, sua escrita não é tão simples, mas é provocadora. O filosofo de fato é um dualista e nesta obra ele não nega isso com a alma e o corpo, portanto, na obra meditações metafísicas o pensamento do autor é chegar a conclusão da existência de Deus pela luz na natural (razão).
A primeira Meditação de René Descartes é daquilo que se pode duvidar, e inicia colocando em dúvida todo o conhecimento que possui, buscando eliminar crenças incertas. Ele identifica várias fontes de erro como os nossos sentidos podem nos enganar (ex.: ilusões ópticas). Não há critérios claros para diferenciar o estado de vigília e o de sonho.
Hipótese do gênio maligno: Descartes sugere a possibilidade de uma entidade poderosa e enganadora que manipula nossas percepções e pensamentos. Estabelecer um ceticismo radical como método para encontrar uma base absolutamente indubitável para o conhecimento.
Após a dúvida radical, Descartes busca um ponto de certeza. Ele formula o famoso “Cogito, ergo sum” (“Penso, logo existo”). O ato de duvidar prova a existência de quem duvida: a mente pensante é indubitável. Introduz a distinção entre a mente (res cogitans) e o corpo físico (res extensa).
Objetivo: Estabelecer o pensamento como a essência do ser humano e fundar a certeza no “eu” como sujeito pensante.
O filosofo busca provar a existência de Deus como garantia de verdade. Ele argumenta que a ideia de um Deus perfeito e infinito não pode ter origem no ser humano finito, mas deve vir de Deus mesmo (argumento ontológico). Um ser perfeito não pode ser enganador. E assim tem o objetivo de demonstrar que a ideia de Deus é clara e distinta e que Deus é a garantia da verdade.
Descartes investiga a possibilidade de erro, mesmo com a existência de um Deus perfeito como o erro ocorre pela interação entre o intelecto (que percebe ideias) e a vontade (que julga). A vontade é ilimitada, enquanto o intelecto é limitado, o que leva a julgamentos precipitados.
Explicar a origem do erro sem comprometer a perfeição divina, sugerindo que o erro é uma falha humana.
Na quinta meditação o autor faz uma reflexão sobre essência das coisas materiais e da existência de Deus. Nesta meditação, Descartes reforça o argumento ontológico para a existência de Deus como uma ideia que inclui necessariamente a existência, assim como a ideia de um triângulo inclui a soma de seus ângulos internos.
Além disso, ele discute as ideias claras e distintas das coisas materiais, ainda que sua existência não esteja completamente demonstrada. Mostrar que Deus é o fundamento do conhecimento seguro e das verdades matemáticas.
Finalmente, Descartes aborda a relação entre mente e corpo, defendendo o dualismo com a mente, sendo isso a mente é uma substância pensante e imaterial, enquanto o corpo é uma substância extensa e material. Ele propõe a interação entre mente e corpo (na glândula pineal, segundo hipóteses posteriores). Também apresenta argumentos para a existência do mundo material, com base na confiabilidade de Deus. E o conhecimento científico que o autor estabelece o dualismo mente-corpo e validar a existência do mundo externo.