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    Mil anos de alegrias e tristezas - Memórias

    Ai Weiwei

    Companhia das Letras
    2022
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9786559213795
    Português Brasileiro
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    A infância de Ai Weiwei foi permeada por restrições. Nascido na China na década de 1950, ele foi compulsoriamente exilado com a família após seu pai, Ai Qing, um dos mais renomados poetas chineses, tecer críticas ao governo de Mao Tsé-Tung. Tachado de reacionário durante a Revolução Cultural, ele e os filhos foram banidos para a "Pequena Sibéria" – região desértica onde, segundo o autor, a privação material trouxe uma diferente forma de plenitude, modelando o que viria a ser seu futuro. A liberdade era seu principal objetivo. Tomando a difícil decisão de deixar pai e irmão na China e sair do país, Ai Weiwei foi para os Estados Unidos, país em que teve contato com a obra de Andy Warhol, fez amizade com Allen Ginsberg e se tornou célebre no mundo da arte ao reconstruir em seu trabalho a experiência de viver sob um regime totalitário. As esculturas e instalações de Ai Weiwei foram vistas por milhões de pessoas em todo o mundo – a exemplo da projeção do icônico Ninho do Pássaro, estádio olímpico de Beijing. Seu ativismo político o tornou alvo das autoridades chinesas, o que culminou em meses de detenção secreta sem acusação em 2011. Neste livro, pela primeira vez, Ai Weiwei explora as origens de sua criatividade excepcional. Ao mesmo tempo ambicioso e íntimo, Mil anos de alegrias e tristezas oferece uma compreensão profunda das inúmeras forças que moldaram a China moderna – e ao próprio autor – além de servir como um lembrete oportuno da urgência de defender a liberdade.

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    Victor Almeida picture
    Victor Almeida04/03/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Historia

    Uma historia dos ultimos anos da china vista de uma maneira pessoal por um artista que e considerado um dos artistas mais importantes da actualidade. Tambem uma importante voz do activismo. Interessante de se ler com os devidos filtros

    2 curtidas

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    Ai Weiwei

    Weiwei, Artista plástico, designer e cineasta, é um dos artistas-ativistas mais destacados da atualidade. Nasceu em 1957 em Pequim, na China. Integrante da primeira geração de chineses que estudou fora do país, em 1981 se mudou para os Estados Unidos, regressou a Pequim em 1993 e vive na Europa desde 2015. Ai Weiwei entende que seu trabalho é dar voz aos que não têm como falar.. Defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão, é uma presença ativa nas redes sociais e o seu trabalho tem tido uma vasta exposição pública. As suas exposições de arte incluem Fairytale na Documenta 12, em Kassel (2007); Sunflower Seeds no museu Tate Modern, em Londres (2010); Evidence no museu Martin Gropius Bau, em Berlim (2014); Ai Weiwei na Royal Academy of Art, em Londres (2015); Maybe, Maybe Not no Museu Israel, em Jerusalém (2017); Ai Weiwei on Porcelain no museu Sakip Sabanci, em Istambul (2017-2018); Good Fences Make Good Neighbors, em Nova Iorque (2017-2018); Raiz no OCA, em São Paulo (2018); e Circa 20:20, em Londres (2020). Entre os seus documentários de média-metragem contam-se Human Flow (2017) e Coronation (2020). Ai Weiwei recebeu diversos prémios, incluindo o Prémio Václav Havel de Dissidência Criativa da Human Rights Foundation (2012) e o Prémio de Embaixador de Consciência da Amnistia Internacional (2015).

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    Pequim, China

    Ai Weiwei