An exciting, swashbuckling thriller based on a true story about two of Napoleon’s soldiers. Conrad’s brilliantly ironic tale about two officers in Napoleon’s Grand Army who, under a futile pretext, fought an on-going series of duels throughout the Napoleanic Wars. Over decades, on every occasion they chanced to meet, they fought. Both satiric and deeply sad, this masterful tale treats both the futility of war and the absurdity of false honor, war’s necessary accessory.
The Duel (The Art of the Novella) -
Joseph Conrad
O bom soldado e o bruto...
A novela Os Duelistas foi escrita em 1908 mas se passa durante a era napoleônica e coloca em oposição dois tenentes hussardos: Feraud e Hubert. São tantas as diferenças que Joseph Conrad (1857-1924) coloca entre os dois personagens (diferenças físicas, de origem social, de temperamento, psicológicas etc.) que as coisas só poderiam mesmo terminar em duelo. Não apenas em um duelo, mas vários, não em sequência, mas ao longo de quinze anos. O tenente Hubert pensa em sua carreira militar, é metódico, tranquilo, racional. Feraud gosta de lutar, tem o sangue quente, é bruto, se mete facilmente em encrencas. Ao tirar Feraud de uma delas, instruído por ordens superiores, Hubert ganha um inimigo para o resto da vida. A partir daí tem início o primeiro duelo de uma série entre os dois. Ainda que os duelos fossem proibidos pelo exército francês e que intimamente Hubert se sentisse mal aceitando o desafio de alguém como Feraud, um sujeito irracional, duelar era uma questão de honra então. Ocorrem tentativas para que os dois esqueçam as diferenças, se tornem amigos, mas devido à personalidade doentia de Feraud elas são infrutíferas. E sem as desavenças não haveria esta história, certo? Assim o tempo vai passando e toda vez que aparece uma oportunidade Feraud manda emissários a Hubert propondo um novo duelo. Saindo deles sempre vivo mas perdedor, nunca se sente suficientemente vingado pelas ofensas infligidas pelo outro: é assim que ele vê as coisas, completamente deturpadas. Hubert começa a ficar cansado dessa guerra particular, melhor, de ter sua vida praticamente dirigida por um lunático, sente crescer dentro de si a vontade de matar o pérfido Feraud. Mas numa ocasião chega a interceder pelo inimigo, sem que ele soubesse, para salvá-lo da prisão militar. É claro que mais tarde irá se arrepender amargamente dessa ajuda, pois Feraud não se emenda jamais. Por volta dos quarenta anos, justamente quando estava prestes a se casar com uma bela jovem, recebe através de dois companheiros de Feraud uma mensagem convocando-o para um novo duelo. Feraud continua ignorando que tem uma dívida para com Hubert e nesse ponto Os Duelistas se torna bastante empolgante: o último duelo está para acontecer. Agora Hubert e Feraud vão duelar não mais com espadas, como sempre fizeram, mas com pistolas. É o duelo final, que deve terminar com um deles morto. Quem vencerá: o bom ou o bruto? Façam suas apostas, senhores e depois leiam Os Duelistas, que não se arrependerão. Lido entre 21 e 24/03/2017. Minha avaliação: 4,5.
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