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    As Mulheres do Meu Pai -

    José Eduardo Agualusa

    Dom Quixote
    2007
    382 páginas
    12h 44m
    ISBN-13: 9789722033770
    Português
    4
    152 avaliações
    Leram281Lendo18Querem371Relendo0Abandonos20Resenhas16
    Favoritos0Desejados371Avaliaram152

    Ao morrer, o famoso compositor angolano Faustino Manso deixou sete viúvas e dezoito filhos. A filha mais nova, Laurentina, realizadora de cinema, tenta então reconstruir a atribulada vida do falecido músico. Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a ficção participa da realidade. As quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe. Cruzam as areias da Namíbia e as suas povoações-fantasma, alcançando finalmente Cape Town, na África do Sul. Continuam depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais - e dali até à ilha de Moçambique. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho, e das quais emergem, aqui e ali, as mais estranhas personagens. As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Nestas páginas anuncia-se o renascimento de África, continente afetado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.

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    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI picture
    DIRCE PIRES DO NASCIMENTO NANNI02/01/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Engraçado, mui belo, dramático e necessita de uma releitura.

    Um livro mui belo, que acredito que muitos leem sem nenhum esforço, pois trata-se de linguagem simples e , com frequência , muito divertida, por mais que trate de assuntos dolorosos e trágicos, porém minha leitura requereu um certo esforço. Isto deu-se em razão que a estória apresenta um painel de personagens narradores, e também há a narração feita pelo próprio Angalusa, quando do seu encontro com a cineasta Karen Boswall. E pasmem ela é real, Desconfiei, e consultei meu fiel escudeiro ( Dr. Google), portanto, dentre outros fatos, ficção e realidade se entrelaçam. Na ficção personagem ganham forma quando Laurentina, logo após morte da mãe, descobre ter sido adotada e que seu pai legítimo seria Faustino Manso, um cantor que tivera 7 mulheres e 18 filhos (agora, pasmem: o nome do meu pai era Faustino . Digo era porque ele já é falecido, mas será que poderá surgir uma irmã chamada Laurentina na minha vida? )Imaginem o emoji com a carinha pensativa , pois então essa carinha sou eu , brincadeirinha, claro. Para o pesar de Laurentina, ela descobre que Faustino falecera recentemente e, por sugestão de Bartolomeu, seu sobrinho recém descoberto, ela resolve desbravar o território africano não só para conhecer a história do pai, como também fazer um documentário sobre ele . Seu namorado Mandume a acompanha , e eles seguem as pegadas do Faustino que os conduz por toda África Austral ( também consultei meu escudeiro e descobri que dela fazem parte : África do Sul, Angola, Botsuana, Lesoto, Maláui, Moçambique, Namíbia, Seicheles, Essuatíni (Suazilândia), Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue) embora, no romance não identifiquei todos esses. Bem, o discurso social, político feito por meio das narrativas ficcionais e reais mostram os aspectos culturais, identitário, racial e religiosa – a história viva do Continente africano, o colonialismo, as guerras, os fuzilamentos, quando da libertação de Angola, a Aids, a confusão identitária. Esta confusão identitária percebesse por meio da personagem Mandume que era um português filho de angolanos que cresceu com aversão à África, grande parte devido ao fuzilamento de dois tios envolvidos no Golpe de Estado ( dois ? o seria um ?). O final me surpreendeu de um modo positivo. E é isso : por meio de aparente descontração Anagaluza trata neste romance de temas que são no mínimo é cruéis. PS1.: Já dizia o Chacrinha: na televisão nada se cria tudo se copia. Pois então, a literatura não foge do ditado. Shakespeare deve ter ser inspirado para criar a peça Romeu e Julieta no mito de Píramo e Tisbe (Metamorfoses de Ovídio), já Conceição Evaristo deve ter se inspirado nesta obra o Agualusa para criar “Canção para ninar menino grande. Ps2: não demora e farei uma releitura desta obra.

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