<b>Um mundo medieval em franca decadência, anunciando o frescor de uma nova era. Traduzida pela primeira vez no Brasil, a parte final da saga dos mosqueteiros Aramis, D’Artagnan, Porthos e Athos apresenta um novo companheiro de aventuras.</b> Trinta anos se passaram na vida de D’Artagnan, Aramis, Porthos e Athos, o quarteto mais famoso da literatura ocidental, desde os eventos ocorridos em <i>Os três mosqueteiros</i>. Com os protagonistas mais maduros e, ao mesmo tempo, cada vez mais melancólicos e nostálgicos numa sociedade em que os valores medievais estão em declínio com a ascensão da lógica burguesa, o primeiro volume de <i>O visconde de Bragelonne</i> traz um ar novo com a entrada do jovem Raoul, filho bastardo de Athos. Na despedida de uma das sagas mais longevas e memoráveis de todos os tempos, novos conflitos, reviravoltas, anseios e disputas entram em cena. Como o envolvimento do visconde com Louise de La Vallière, sobretudo numa época em que o destino das nações está em jogo, mas cujos rumos são tantas vezes decididos a partir de intrigas, fofocas, rixas e conchavos, ironizados por Alexandre Dumas. Com tradução, apresentação e notas de Jorge Bastos, este é o fim de uma saga que nunca verdadeiramente acabou, cujo lema ''Um por todos, todos por um'' permanece vivo na cultura ocidental.
O visconde de Bragelonne (Os três mosqueteiros #3A) -
Alexandre Dumas
A última aventura de d'Artagnan e os três mosqueteiros
Nessa última aventura de d'Artagnan e os três mosqueteiros, que inicia-se em maio de 1660 (dez anos após "Vinte Anos Depois"), Raul, o filho de Athos e Visconde de Bragelonne está a serviço do rei Luís XIV (um jovem com cerca de vinte e dois anos que está por casar-se com Maria Teresa d'Áustria, embora ame Maria de Mancini, a sobrinha de Mazarini). A rainha Ana d'Áustria, mãe do rei está acometida de um câncer e Giulio Mazarini ainda é o Cardeal que de fato governa a França. Quanto aos mosqueteiros, Athos, o Conde de La Fère, vive em Blois acompanhado de seu servo Grimaud. D'Artagnan é tenente dos mosqueteiros do rei, Aramis é bispo em Vannes, extremamente ganancioso e não possui a amizade de outrora para com os demais mosqueteiros. Por fim, Porthos é o Barão du Vallon de Bracieux de Pierrefonds e desempenha o cargo de topógrafo e engenheiro de uma fortificação em Belle-Isle de propriedade do superintendente de finanças Fouquet. Em suas primeiras aventuras, Athos decide ajudar o destronado Carlos II (filho de Carlos I) a recuperar seu reinado na Inglaterra e buscar o tesouro escondido em Newcastle, no castelo do Primeiro-ministro inglês Monck que sucedeu a Oliver Cromwell e que também aspira o trono. D'Artagnan, por sua vez, decide sequestrar Monck e solicitar um resgate ao seu país. Com Carlos II no trono, d'Artagnan tornou-se rico e Athos obteve a posição de embaixador. Com a morte de Mazarini, o Rei Luís XIV torna-se efetivamente um rei, d'Artagnan é nomeado capitão dos mosqueteiros reais com uma generosa remuneração. Aramis, juntamente Porthos e Baisemeaux de Montlezun, governador da Bastilha, planeja uma conspiração: o irmão gêmeo de Luís XIV, Filipe de Marchiali está preso na Bastilha e planejam prender Luís XIV e tornar Marchiali rei. Aqui também são narradas as diversões e intrigas dos membros da corte. Nessa obra, há o desenvolvimento de algumas histórias secundárias: a de Raul de Bragelonne, seus êxitos militares e sua paixão por Luísa de La Vallière (que torna-se amante de Luís XIV ao longo da narrativa), as inimizades entre o superintendente de finanças Nicolau Fouquet e o intendente Jean Baptiste Colbert e a história de Filipe de Marchiali, irmão de Luís XIV com sua ascensão e queda para a prisão da Ilha de Santa Margarida. Aqui também ocorre a morte de cada um dos mosqueteiros: Porthos esmagado por uma rocha em Belle-Isle-en-Mer durante uma fuga, Aramis é exilado na Espanha, depois é admitido novamente em território francês e morre velho. Athos morre quando sabe da morte de seu filho Raul em uma batalha contra os árabes na África e d'Artagnan morre já velho ocupando uma posição importante na sociedade de Luís XIV. Embora extensa (com algumas edições com mais de 2000 páginas), não apresenta-se maçante em ponto algum. Não é à toa que Dumas é um dos autores clássicos mais lidos em todo o mundo, pois seu estilo de escrita é único. Por essa razão eu recomendo essa leitura sem hesitação alguma.
Estatísticas
Avaliações
4.4 / 150- 5 estrelas50%
- 4 estrelas35%
- 3 estrelas11%
- 2 estrelas3%
- 1 estrelas0%









