<b>Neste segundo volume, os mosqueteiros abrem passagem para Louise de la Vallière, uma jovem dama de honra que conquista corações e vive as armadilhas do amor em um cenário político turbulento.</b> Traduzido pela primeira vez no Brasil, <i>O visconde de Bragelonne</i>, a tão aguardada última parte de <i>Os três mosqueteiros</i>, é repleta de conflitos e mudanças repentinas. Em um cenário onde o destino das nações está em jogo e cada vez mais afetado pela lógica burguesa em ascensão, D'Artagnan, Porthos, Aramis e Athos se sentem cada vez mais sem lugar. Neste segundo volume, a jovem Louise de La Vallière, considerada "a verdadeira heroína dessa história" e grande paixão de Raoul, rouba a cena numa trama centrada nos amores e intrigas por poder na corte em crise de Luís XIV. Apaixonada pelo rei, os encontros e desencontros amorosos entre Louise e Luís IX encenam disputas de poder e ambições que descortinam o quanto as paixões impactam nos bastidores políticos e militares da França. Com um tom mais romântico, mas sem renunciar aos típicos duelos, aventuras e reviravoltas dramáticas que marcam a saga, Dumas constrói um protagonismo feminino em toda sua força bela e trágica em uma época dominada pelo poder dos homens.
O visconde de Bragelonne: Louise de la Vallière (Os três mosqueteiros #3B) -
Alexandre Dumas
A última aventura de d'Artagnan e os três mosqueteiros
Nessa última aventura de d'Artagnan e os três mosqueteiros, que inicia-se em maio de 1660 (dez anos após "Vinte Anos Depois"), Raul, o filho de Athos e Visconde de Bragelonne está a serviço do rei Luís XIV (um jovem com cerca de vinte e dois anos que está por casar-se com Maria Teresa d'Áustria, embora ame Maria de Mancini, a sobrinha de Mazarini). A rainha Ana d'Áustria, mãe do rei está acometida de um câncer e Giulio Mazarini ainda é o Cardeal que de fato governa a França. Quanto aos mosqueteiros, Athos, o Conde de La Fère, vive em Blois acompanhado de seu servo Grimaud. D'Artagnan é tenente dos mosqueteiros do rei, Aramis é bispo em Vannes, extremamente ganancioso e não possui a amizade de outrora para com os demais mosqueteiros. Por fim, Porthos é o Barão du Vallon de Bracieux de Pierrefonds e desempenha o cargo de topógrafo e engenheiro de uma fortificação em Belle-Isle de propriedade do superintendente de finanças Fouquet. Em suas primeiras aventuras, Athos decide ajudar o destronado Carlos II (filho de Carlos I) a recuperar seu reinado na Inglaterra e buscar o tesouro escondido em Newcastle, no castelo do Primeiro-ministro inglês Monck que sucedeu a Oliver Cromwell e que também aspira o trono. D'Artagnan, por sua vez, decide sequestrar Monck e solicitar um resgate ao seu país. Com Carlos II no trono, d'Artagnan tornou-se rico e Athos obteve a posição de embaixador. Com a morte de Mazarini, o Rei Luís XIV torna-se efetivamente um rei, d'Artagnan é nomeado capitão dos mosqueteiros reais com uma generosa remuneração. Aramis, juntamente Porthos e Baisemeaux de Montlezun, governador da Bastilha, planeja uma conspiração: o irmão gêmeo de Luís XIV, Filipe de Marchiali está preso na Bastilha e planejam prender Luís XIV e tornar Marchiali rei. Aqui também são narradas as diversões e intrigas dos membros da corte. Nessa obra, há o desenvolvimento de algumas histórias secundárias: a de Raul de Bragelonne, seus êxitos militares e sua paixão por Luísa de La Vallière (que torna-se amante de Luís XIV ao longo da narrativa), as inimizades entre o superintendente de finanças Nicolau Fouquet e o intendente Jean Baptiste Colbert e a história de Filipe de Marchiali, irmão de Luís XIV com sua ascensão e queda para a prisão da Ilha de Santa Margarida. Aqui também ocorre a morte de cada um dos mosqueteiros: Porthos esmagado por uma rocha em Belle-Isle-en-Mer durante uma fuga, Aramis é exilado na Espanha, depois é admitido novamente em território francês e morre velho. Athos morre quando sabe da morte de seu filho Raul em uma batalha contra os árabes na África e d'Artagnan morre já velho ocupando uma posição importante na sociedade de Luís XIV. Embora extensa (com algumas edições com mais de 2000 páginas), não apresenta-se maçante em ponto algum. Não é à toa que Dumas é um dos autores clássicos mais lidos em todo o mundo, pois seu estilo de escrita é único. Por essa razão eu recomendo essa leitura sem hesitação alguma.
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