O Homem Bicentenário e Outras Histórias é o nome da antologia onde a novela O Homem Bicentenário, de Isaac Asimov, foi publicado pela primeira vez em 1976.
O protagonista é Andrew Martin, um androide inteligente e dotado de criatividade, que clama por liberdade e almeja se tornar humano.
Eu já tinha um grande apego emocional por essa história desde que assisti a adaptação para o cinema, mas foi maravilhoso conhecer a obra original escrita pelo grande escritor de ficção científica que é Asimov. Ele consegue com suas histórias suscitar reflexões profundas nos fazendo refletir sobre o que realmente define a condição humana. Andrew é um robô criado para o trabalho doméstico que começa a demonstrar traços de individualidade, criatividade e emoções mostrando que a humanidade não é definida apenas pela biologia e que, talvez, também não seja um direito restrito apenas ao ser humano.
O que nos torna humanos? É a capacidade de raciocinar e sentir? O que nos faz humanos é um questionamento constante em filmes, livros e séries de ficção cientifica e é uma premissa que sempre consegue mexer muito comigo.
Andrew é um robô que luta pelo direito de "morrer", o direito de fazer parte de um ciclo biológico: onde ele viverá, contribuirá para a sociedade e poderá ser consumido pelo tempo como qualquer outro ser.
A busca de Andrew, pela liberdade, também traça paralelos claros com a luta de homens e mulheres ao longo de toda existência humana pelo direito de existir e não serem considerados inferiores, traça paralelos com a luta de homens e mulheres pelo direito de não serem escravizados e serem tratados como iguais pela sociedade. E essa é uma característica da história que a torna tão marcante e maravilhosa aos meus olhos.
Esse é um livro que vale muito a pena ler e sentar para refletir, pois, embora o texto tenha sido escrito há décadas, as questões levantadas por ele continuam muito atuais: o medo do desconhecido e o receio da inteligência artificial e sua evolução.
A novela O Homem Bicentenário teve uma adaptação para o cinema no ano de 1999 onde a narrativa mais fria de Asimov ganha um pouco mais de emoção com a inserção de romance e uma descrição mais sensivel e emocionante da busca de Andrew por seu direito de ser humano.
Eu adoro o filme e adorei igualmente a obra original. Recomendo para todos.