Andrew Martin é um robô que passou mais de um século tentando encontrar a própria identidade. Quando ele procura um cirurgião para realizar um procedimento sem precedentes, começamos a acompanhar o desenvolvimento de sua criatividade e a mudança de sua relação com os seres humanos. O homem bicentenário é uma história emocionante, eleita uma das melhores novelas de ficção científica já escritas. Adaptada para o cinema em 1999, ela encanta gerações. Nela, Isaac Asimov – um dos maiores nomes da ficção científica do século 20 – parte daquilo que é desconhecido no mundo para explorar dilemas fundamentalmente humanos.
O que nos torna humanos?
O Homem Bicentenário e Outras Histórias é o nome da antologia onde a novela O Homem Bicentenário, de Isaac Asimov, foi publicado pela primeira vez em 1976. O protagonista é Andrew Martin, um androide inteligente e dotado de criatividade, que clama por liberdade e almeja se tornar humano. Eu já tinha um grande apego emocional por essa história desde que assisti a adaptação para o cinema, mas foi maravilhoso conhecer a obra original escrita pelo grande escritor de ficção científica que é Asimov. Ele consegue com suas histórias suscitar reflexões profundas nos fazendo refletir sobre o que realmente define a condição humana. Andrew é um robô criado para o trabalho doméstico que começa a demonstrar traços de individualidade, criatividade e emoções mostrando que a humanidade não é definida apenas pela biologia e que, talvez, também não seja um direito restrito apenas ao ser humano. O que nos torna humanos? É a capacidade de raciocinar e sentir? O que nos faz humanos é um questionamento constante em filmes, livros e séries de ficção cientifica e é uma premissa que sempre consegue mexer muito comigo. Andrew é um robô que luta pelo direito de "morrer", o direito de fazer parte de um ciclo biológico: onde ele viverá, contribuirá para a sociedade e poderá ser consumido pelo tempo como qualquer outro ser. A busca de Andrew, pela liberdade, também traça paralelos claros com a luta de homens e mulheres ao longo de toda existência humana pelo direito de existir e não serem considerados inferiores, traça paralelos com a luta de homens e mulheres pelo direito de não serem escravizados e serem tratados como iguais pela sociedade. E essa é uma característica da história que a torna tão marcante e maravilhosa aos meus olhos. Esse é um livro que vale muito a pena ler e sentar para refletir, pois, embora o texto tenha sido escrito há décadas, as questões levantadas por ele continuam muito atuais: o medo do desconhecido e o receio da inteligência artificial e sua evolução. A novela O Homem Bicentenário teve uma adaptação para o cinema no ano de 1999 onde a narrativa mais fria de Asimov ganha um pouco mais de emoção com a inserção de romance e uma descrição mais sensivel e emocionante da busca de Andrew por seu direito de ser humano. Eu adoro o filme e adorei igualmente a obra original. Recomendo para todos.
Estatísticas
Avaliações
4.3 / 4803- 5 estrelas41%
- 4 estrelas43%
- 3 estrelas14%
- 2 estrelas2%
- 1 estrelas0%







