Eu simplesmente amei O compadre de Ogum.
Acompanhar a trajetória de Massu foi uma experiência emocionante e profundamente significativa.
Desde o primeiro capítulo, o livro me conquistou com sua narrativa rica em detalhes e sua capacidade de misturar o cotidiano simples de uma comunidade com a grandiosidade espiritual dos orixás, Massu, com sua determinação e devoção, é um personagem que cativa e inspira, sua busca por batizar o filho e escolher um padrinho digno é, na verdade, uma jornada de afirmação de sua identidade e de suas raízes africanas, e que incrível quando o próprio Ogum revela que ele será o padrinho e a forma como tudo desenrolou para que ele estivesse no batizado foi esplendoroso.
A presença de mãe Doninha foi outro ponto alto da história, sua sabedoria, sua conexão com o sagrado e sua habilidade em guiar Massu nos momentos decisivos do batizado trouxeram uma camada extra de profundidade à narrativa, ela é a personificação da ancestralidade viva.
Os desdobramentos do batizado foram ao mesmo tempo engraçados e emocionantes de acompanhar, cada passo, desde os preparativos até a cerimônia em si, foi repleto de significados simbólicos e momentos de tensão, mas também de muita beleza e celebração.
No fim, O Compadre de Ogum é muito mais do que uma história sobre um batizado, é um tributo à fé, à ancestralidade e à luta por um lugar no mundo, uma leitura que emociona, inspira e deixa uma marca profunda no coração.