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    Come dividere una pesca -

    Noor Naga

    Feltrinelli
    2023
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788807035388
    4
    17 avaliações
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    Lei è un’americana laureata alla Columbia, lui un egiziano nato in un villaggio “che nessuno ha mai sentito nominare”. Si incontrano al Cairo in una stagione segnata dall’incertezza per il futuro, sei anni dopo la rivoluzione del 2011 che non è riuscita a portare il rinnovamento tanto sperato, e a partire da quel momento la loro vita non sarà più la stessa. La ragazza, figlia di egiziani benestanti emigrati negli Stati Uniti, è in cerca delle sue “radici”, come dice la madre in tono sprezzante, virgolettando la parola con le dita. Testa rasata, abiti mai abbastanza castigati, se ne va in giro per il Cairo senza velo, attirando la curiosità e spesso la riprovazione della gente. Il ragazzo, tanto povero quanto orgoglioso, ha documentato la rivoluzione con la macchina fotografica da cui non si separa mai e quando tutto è crollato, quando gli stranieri se ne sono andati abbandonando il paese al suo destino, è precipitato in una spirale di apatia che lo avvolge tuttora, complice l’abuso di sostanze. È allora possibile che la fragile relazione nata tra i due protagonisti senza nome li aiuti a ridare un indirizzo alla loro esistenza? O forse invece la distanza culturale rimarrà incolmabile? Come può una ragazza che si vantava di non piegarsi mai davanti alle ingiustizie tollerare il maschilismo e la violenza di un ragazzo ossessionato dalle proprie convinzioni? Con una scrittura immaginifica e sensuale, Noor Naga ci porta nel cuore di una metropoli brutale e caotica, tessendo una costruzione ardita che sfida la forma-romanzo fino a una risoluzione inaspettata. La tragedia di due mondi che si scontrano, una storia fatta più di domande che di risposte, dove la lingua, l’identità e la ricerca di un senso di appartenenza sono sempre in primo piano.

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    Pamella05/11/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma viagem pelo Egito e pelos preconceitos e relacionamentos humanos.

    Um livro que eu sinto que não tenho palavras dignas pra descreve-lo. Eu lembrei muito de "O Quarto de Giovanni" enquanto eu o lia, e para a minha surpresa esse livro foi citado no final. Com certeza propositalmente, porque é uma referência clara. O começo desse livro é meio (?) (JURO Q NÃO SEI COMO DESCREVER) e eu quase o abandonei por isso, ainda bem que eu insisti!!!! Acompanhar "the American girl" e "the boy from Shobrakheit" foi uma das melhores experiências literárias que eu tive esse ano. Só o fato dos protagonistas sempre serem apresentados assim, sem nome e pelas suas nacionalidades, diz muito. É um livro sobre imigração, sobre revolução, sobre relacionamentos complicados e/ou abusivos (e exatamente esse e/ou é muito explorado no livro), sobre identidade cultural e LGBTQIA+, sobre vícios, e acho que, especialmente, sobre preconceitos. As colocações ácidas sobre a nossa atual sociedade que vive na hipocrisia e em meio a "cultura do cancelamento" me lembraram muito Yellowface, que é o meu livro favorito de 2023, então talvez por isso eu sempre estivesse fadada a gostar de "If an Egyptian Cannot Speak English". Eu acho que o mais perto que eu havia chegado do Egito na literatura foi lendo "As Crônicas dos Kane" do Rick Riordan, ler aqui essa Cairo pelos olhos de um revolucionário que fez parte da Primavera Árabe desiludido com a vida e de uma imigrante descendente de egípcios retornando a terra de seus antepassados foi fascinante. "The American girl" e "the boy from Shobrakheit" devem ser uns dos personagens mais complexos que eu conheci esse ano, os choques culturais entre eles eram sempre tão perspicazes. Eu leria mais 300 páginas de histórias deles juntos ou separados. Uma frase desse livro que o melhor descreve é: "I am outside of my context, confused about where the margins and the pressure points are".

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