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    The Uncanny -

    Sigmund Freud, Adam Phillips (Editor), Hugh Haughton (Introduction)

    Penguin Classics
    2003
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9780142437476
    4.5
    139 avaliações
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    Freud was fascinated by the mysteries of creativity and the imagination. The groundbreaking works that comprise The Uncanny present some of his most influential explorations of the mind. In these pieces Freud investigates the vivid but seemingly trivial childhood memories that often "screen" deeply uncomfortable desires; the links between literature and daydreaming; and our intensely mixed feelings about things we experience as "uncanny." Also included is Freud's celebrated study of Leonardo Da Vinci-his first exercise in psychobiography. For more than seventy years, Penguin has been the leading publisher of classic literature in the English-speaking world. With more than 1,700 titles, Penguin Classics represents a global bookshelf of the best works throughout history and across genres and disciplines. Readers trust the series to provide authoritative texts enhanced by introductions and notes by distinguished scholars and contemporary authors, as well as up-to-date translations by award-winning translators.

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    Profa. Dra. Thaíse Gomes01/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essencial para quem estuda o Duplo

    Finalmente tirei o livro da estante porque estou escrevendo sobre o Duplo na Literatura e Freud é, por excelência, um dos maiores nomes na temática. Na Introdução de Gilson Iannini e Heliodoro Tavares, eles falam das dificuldades de tradução para a palavra Unheimliche (só em francês há 3 possibilidades, variantes de Inquiétante; em espanhol, sinestro, ominoso; em italiano, perturbante; em inglês, Uncanny; em português, Estranho, Inquietante), que abrange a diversidade das línguas. Eles explicam como chegaram à palavra "Infamiliar". Como não demora até que tradução e política se liguem, mas chegam a falar levemente do duplo. O livro está assim dividido: Introdução de Gilson Iannini e Heliodoro Tavares; os Ensaios "O infamiliar", de Freud (1919); "E. T. A. Hoffmann sobre a função da consciência" (1919); "Sobre o sentido antitético das palavras primitivas" (1910) e "A negação" (1925). Há, também, os ensaios: "Perder-se em algo que parece plano" (Ernani Chaves); "O Infamiliar, mais além do Sublime" (Guilherme Massara Rocha e Gilson Iannini) e "Animismo e Indeterminação" (Christian Ingo Lenz Dunker). Adicione-se o conto: "O homem da areia" (1815), de E. T. A. Hoffamnn, com nova tradução, de Romero Freitas. Por fim, o posfácio "Cidadão de dois mundos", do Romero Freitas. "... infamiliar. Não há nenhuma dúvida de que ele diz respeito ao aterrorizante, ao que suscita angústia e horror, e, de todo modo, estamos seguros de que essa palavra nem sempre é utilizada num sentido rigoroso, de tal modo que, em geral, coincide com aquilo que angustia" (29) Freud debate questões etimológicas do termo Unheimlich; apresenta dados do Dicionário da língua alemã, de Daniel Sanders (1860) sobre o termo heimlich (familiar) e que o alemão adiciona na íntegra ao texto, para abalizar quão frágeis e sutis são as fronteiras entre as das palavras em jogo - em certo ponto, até consideradas bem similares. "Infamiliar seria tudo o que deveria permanecer em segredo, oculto, mas que veio à tona" (45) Freud ainda fala dos Irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm, e de sua contribuição com o Dicionário alemão para a palavra heimlich (meio alto, sem temor, livre de fantasmagorias, conhecido, amigável, secreto, oculto, etc). Em suma, ele fala de como heimliche cresceu de modo ambivalente até se unir ao seu oposto, Unheimlich. Na segunda parte, ele fala do tema do duplo e analisa vários aspectos do conto de Hoffman. "Infamiliar é, de certa forma, um tipo de familiar" (49) O livro é essencial para estudantes e admiradores da obra e do trabalho de Sigmund Freud. Eu conhecia apenas este ensaio e foi um deleite ler esta nova tradução. Gostei muito da escolha do termo "Infamiliar", explicado na introdução. Há mais tempo, tivesse lido!

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