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    O infamiliar [Das Unheimliche] (Obras incompletas de Sigmund Freud #8) - Seguido de O homem da areia

    Sigmund Freud, E. T. A. Hoffmann

    Autêntica Editora
    2019
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788551304860
    Português Brasileiro
    4.5
    139 avaliações
    Leram222Lendo51Querem266Relendo2Abandonos5Resenhas16
    Favoritos12Desejados266Avaliaram139

    Nenhum texto de Freud foi traduzido de maneiras tão diferentes. Em português, "Das Unheimliche" já foi traduzido como "O estranho" e, mais recentemente, como "O inquietante"; já em outras línguas, como equivalentes a "A inquietante estranheza", "O inquietante familiar", "O sinistro", "O ominoso", "O perturbador" etc. Essa simples enumeração nos mostra o desafio de traduzir o intraduzível. Na presente edição, o leitor tem em mãos uma tradução não apenas original, mas também ousada e rigorosa: O infamiliar. O "infamiliar" não é resultado da fidelidade à língua de partida, mas, ao contrário, a uma marca visível da impossibilidade da tradução perfeita. Desse modo, não deixa de ser também uma "intradução", que, em vez de esconder o problema da inevitável equivocidade da tradução, o faz vir à tona. Esta edição, que comemora os 100 anos da primeira publicação de "Das Unheimliche" com uma edição bilíngue e anotada do texto de Freud, traz também uma tradução inédita do conto "O Homem da Areia", de E. T. A. Hoffmann, obra ficcional que mostrou a Freud a especificidade de um mecanismo psíquico bastante frequente, uma sensação ligada à angústia e ao horror, que experimentamos como algo ao mesmo tempo muito longe e muito perto de nós, muito estranho e muito familiar, muito inquietante e muito próximo. Para completar o volume, vários ensaios de renomados especialistas em psicanálise, literatura, estética e tradução comentam aspectos essenciais da obra: Christian Dunker, Ernani Chaves, Gilson Iannini, Guilherme Massara Rocha, Pedro Heliodoro Tavares e Romero.

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    Profa. Dra. Thaíse Gomes01/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essencial para quem estuda o Duplo

    Finalmente tirei o livro da estante porque estou escrevendo sobre o Duplo na Literatura e Freud é, por excelência, um dos maiores nomes na temática. Na Introdução de Gilson Iannini e Heliodoro Tavares, eles falam das dificuldades de tradução para a palavra Unheimliche (só em francês há 3 possibilidades, variantes de Inquiétante; em espanhol, sinestro, ominoso; em italiano, perturbante; em inglês, Uncanny; em português, Estranho, Inquietante), que abrange a diversidade das línguas. Eles explicam como chegaram à palavra "Infamiliar". Como não demora até que tradução e política se liguem, mas chegam a falar levemente do duplo. O livro está assim dividido: Introdução de Gilson Iannini e Heliodoro Tavares; os Ensaios "O infamiliar", de Freud (1919); "E. T. A. Hoffmann sobre a função da consciência" (1919); "Sobre o sentido antitético das palavras primitivas" (1910) e "A negação" (1925). Há, também, os ensaios: "Perder-se em algo que parece plano" (Ernani Chaves); "O Infamiliar, mais além do Sublime" (Guilherme Massara Rocha e Gilson Iannini) e "Animismo e Indeterminação" (Christian Ingo Lenz Dunker). Adicione-se o conto: "O homem da areia" (1815), de E. T. A. Hoffamnn, com nova tradução, de Romero Freitas. Por fim, o posfácio "Cidadão de dois mundos", do Romero Freitas. "... infamiliar. Não há nenhuma dúvida de que ele diz respeito ao aterrorizante, ao que suscita angústia e horror, e, de todo modo, estamos seguros de que essa palavra nem sempre é utilizada num sentido rigoroso, de tal modo que, em geral, coincide com aquilo que angustia" (29) Freud debate questões etimológicas do termo Unheimlich; apresenta dados do Dicionário da língua alemã, de Daniel Sanders (1860) sobre o termo heimlich (familiar) e que o alemão adiciona na íntegra ao texto, para abalizar quão frágeis e sutis são as fronteiras entre as das palavras em jogo - em certo ponto, até consideradas bem similares. "Infamiliar seria tudo o que deveria permanecer em segredo, oculto, mas que veio à tona" (45) Freud ainda fala dos Irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm, e de sua contribuição com o Dicionário alemão para a palavra heimlich (meio alto, sem temor, livre de fantasmagorias, conhecido, amigável, secreto, oculto, etc). Em suma, ele fala de como heimliche cresceu de modo ambivalente até se unir ao seu oposto, Unheimlich. Na segunda parte, ele fala do tema do duplo e analisa vários aspectos do conto de Hoffman. "Infamiliar é, de certa forma, um tipo de familiar" (49) O livro é essencial para estudantes e admiradores da obra e do trabalho de Sigmund Freud. Eu conhecia apenas este ensaio e foi um deleite ler esta nova tradução. Gostei muito da escolha do termo "Infamiliar", explicado na introdução. Há mais tempo, tivesse lido!

    10 curtidas

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    Avaliações

    4.5 / 139
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    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas1%
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    Sigmund Freud

    Freud foi o fundador da psicanálise. Iniciou seus estudos pela utilização da hipnose como método de tratamento para pacientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica. Essa hipótese serviu de base para seus outros conceitos, como o do inconsciente. Freud também é conhecido por suas teorias dos mecanismos de defesa, repressão psicológica e por criar a utilização clínica da psicanálise como tratamento da psicopatologia, através do diálogo entre o paciente e o psicanalista. Acreditava que o desejo sexual era a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Ele abandonou o uso de hipnose em paciente com histeria, em favor da interpretação de sonhos e da livre associação, como fontes dos desejos do inconsciente. Freud, suas teorias e seu tratamento com seus pacientes foram controversos na Viena do século XIX, e continuam a ser muito debatidos hoje. Suas idéias são freqüentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.

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    Morávia, Áustria (Império Austríaco)

    Sigmund Freud