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    Voladoras - Contos

    Mónica Ojeda

    Autêntica Contemporânea
    2023
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9786559283279
    Português Brasileiro
    3.9
    450 avaliações
    Leram579Lendo55Querem592Relendo0Abandonos23Resenhas110
    Favoritos29Desejados592Avaliaram450

    Mónica Ojeda tem sido reconhecida por seu modo peculiar de narrar o horror. Nesse sentido, em entrevista à jornalista Andrea Aguilar para o El país, a autora defende: a geografia determina a forma como se vê e como se conta o mundo. Este conjunto de oito contos parte da geografia avassaladora dos Andes equatorianos e aborda, impiedosamente, questões que passam pelas relações de amizade, de vizinhança e familiares em geral, atravessadas por elementos como a sexualidade, a violência, a dor, a vida e a morte. Em Voladoras, encontramos criaturas que sobem nos telhados de suas casas e voam, terremotos apocalípticos, desejos inconfessáveis, segredos familiares e ancestralidade em profusão. Oito contos que se situam em cidades, vilas, charnecas ou vulcões onde a violência e o misticismo, o terreno e o celeste, pertencem ao mesmo plano ritual e poético. Aqui, Ojeda, uma das vozes literárias mais expressivas da sua geração, mobiliza a cosmogonia andina, também latino-americana, de modo surpreendente; e outra vez afirma: beleza e horror são dois lados de uma mesma moeda. “Voladoras se tornou em tempo recorde um dos livros mais elogiados da imprensa, dos leitores e dos escritores.” – Daniel Gigena, Página/12 “É estranha, quase contraditória, a sensação de estar lendo algo profundamente belo, mas que também dá medo e, em algumas ocasiões, é divertido. O conjunto é mágico no sentido mais literal da palavra.” – Guillem Santacruz Gómez, Fundación Espacio Público

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    Resenhas (110)Ver mais
    Miriele picture
    Miriele14/04/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    “A única coisa que nos divide é o sentido do horrível.”

    Conto 1: "As voladoras". Uma narrativa com descrições sombrias e bizarras que me deixou confusa sobre algumas descrições serem matáforas ou não. A escrita de Mônica é diferente de tudo que já vi, ela usa de muitas palavras incomuns as vezes, este primeiro conto é um exemplo de criatividade incrível. Essas criaturas são difíceis de decifrar, até imaginar, isso pode assustar. (7/10) "O mistério é uma prece que se impõe." Conto 2: "Sangue coagulado" Uma moça na fazenda, uma criança, ela adora o sangue e vê beleza na violência. Ela tem alguns pensamentos mais do que peculiares. Foi deixada lá pela mãe, por ser estranha, diferente, desde então vive com a avó nesse cenário perfeito pra um filme de terror. Digo tranquilamente que esse é o melhor conto do livro, brutal, mas ao mesmo tempo tem a leveza da narrativa de nossa personagem principal. É chocante e mesmo com essa escrita tão incomum foi fácil de entender, o melhor. Isso é que é um bom terror literário. (10/10) "Gosto do sangue porque é sincero." Conto 3: "Cabeça voadora" um ótimo conto sobre bruxas. "No jardim vizinho, as mulheres pressionavam o pescoço como se quisessem fazê-lo desaparecer. Ela começou a chamá-las de Umas, pois era assim que elas chamavam as cabeças que deixavam seus corpos quando o sol se punha." Nada a acrescentar. Foi um conto curto e simples. (7/10) Conto 4: "Caninos" aqui mais uma vez fiquei confusa sobre algumas coisas serem metáforas ou literais. Mas isso foi bizarro de qualquer forma, um homem tratado como cão ou um cão tratado como homem? Um jeito estranho de lidar com o luto e também a maneira do alcoolismo mexer com as pessoas. (8/10) "O pai com focinheira, de quatro. A mãe com esporas. Para não vê-lo morder o osso que a mãe jogava, que a mãe pisava." LOUCURA. Conto 4: "Slasher" provavelmente o mais macabro e explícito com a brutalidade das palavras. Temos duas irmãs e uma delas é surda-muda. O conto já começa com uma das irmãs falando que quer cortar a língua da outra (só coisas leves) vemos o ponto de vista das duas... Elas são meio (muito) loucas mesmo, tem os pensamentos brutais e violentos e fazem apresentações musicais peculiares, com sons de objetos. Mas não é coisa normal não, foi citado que até mataram um gato no "show". “Um grito é a explosão das palavras” (9/10) Conto 5: "Soroche" quatro mulheres nas montanhas, quatro pontos de vista, e um caso específico. Uma delas teve um vídeo íntimo vazado na internet... Foi um ótimo conto onde vemos a hipocrisia das pessoas, egoísmo e pensamentos auto depreciativos aos montes de algumas junto de pensamentos gordofobicos de outras. (9/10) "Abri as asas e fracassei" Conto 6: "Terremoto" o mais curto e dispensável. Funciona mais no sentido poético do que como história. (3/10) “Não existe morte perfeita, só a morte” Conto 7: "O mundo de cima e o mundo de baixo" Esse é sobre um homem que perde a filha e a esposa, ele é um xamã e parece que estamos num pós apocalipse. Ele resolve tentar ressuscitar a filha. A narrativa é muito poética, mas eu não gostei desse, não é bom comparado com os outros, mas não é ruim, só não me interresou. (4/10) "Por outro lado, nós, homens e mulheres de carne e osso, sabemos que não há força na perda, mas derrota." No geral é uma leitura cheia de diferenciais. A autora é boa!

    138 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 450
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas2%
    Mónica Ojeda Franco profile picture

    Mónica Ojeda Franco

    Nasceu em Guayaquil em 1988. Obteve o título de Bacharel em Comunicação Social com menção em Literatura pela Universidade Católica de Santiago de Guayaquil. Formou-se com mestrado em criação literária pela Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, ​​mestrado em Criação Literária e mestrado em Teoria e Crítica Cultural. Foi professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências da Educação da Universidade Católica de Santiago de Guayaquil na área de Literatura. Publicou: Doze contos ibero-americanos em 2013; seu primeiro romance, La desfiguración Silva e a coletânea de poemas O ciclo das pedras, em 2015; Nefando, seu segundo romance, em 1916; a história “Canino” em 2017; Em janeiro de 2018 publicou o romance Mandíbula. A obra de Ojeda tem participado em feiras internacionais do livro; e as críticas favoráveis ​​contribuíram para suas conquistas e reconhecimentos em nível nacional e internacional. La desfiguración Silva, ganhou o Prêmio ALBA de Narrativa em 2014 e, com sua primeira coletânea de poemas O Ciclo das Pedras, o Prêmio Nacional de Poesia Desembarco em 2015. Nefando, sua segunda novela, ganhou em 2015 uma menção honros do Premio de Novela Corta Miguel Donoso Pareja, foi publicada en 2016 ​ e incluída como uma das dez obras representativas do chamado «nuevo boom de literatura latinoamericana» pelo diário espanhol El País. Mónica Ojeda foi incluída na lista Bogotá 39-2017 como uma das 39 melhores escritoras de ficção latino-americanas com menos de 40 anos. Em janeiro de 2018, o romance Mandíbula foi muito bem recebido pela crítica e descrito como "um dos romances da temporada" pelo jornal espanhol El País, que o classificou em 12º lugar na sua lista dos 50 melhores livros do ano. A obra também foi selecionada como uma das dez finalistas do Prêmio Bienal de Novela Mario Vargas Llosa em sua edição de 2018. Em setembro de 2019 ganhou o prêmio Next Generation, do Prince Claus Fund. Em fevereiro de 2020, seu livro de contos O mundo acima e o mundo abaixo, entre 1.079 candidatos, foi um dos cinco finalistas da sexta edição do Prêmio Ribera del Duero de Curta Ficção. Mónica Ojeda Franco é considerada uma das romancistas mais relevantes da literatura latino-americana contemporânea.

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    Quito, Equador

    Mónica Ojeda Franco