Alguns dizem que a inveja é a arma dos incompetentes. Outros, mais populares, diriam que a inveja é uma m#$%@ mesmo. Independente da opção escolhida tenho que confessar que esse pecado capital tomou conta de mim durante o contato que tive com Crime e Castigo. Eu adoraria ser capaz de começar com um papel em branco e finalizar com uma obra de mais de setecentas páginas cheias da mais pura e deliciosa literatura. Ítalo Calvino escreveu que a única razão que se pode apresentar para ler os clássicos da literatura é que lê-los é melhor do que não lê-los. Obviamente que existem clássicos que podem agradar e outros que não, dependendo do gosto do leitor. Crime e Castigo representou praticamente minha primeira incursão por essa riqueza. E eu não poderia ter começado melhor. A impressão que se tem ao ler a obra de Dostoiévski é que ele tinha muita coisa a dizer sobre comportamento humano e resolveu fazê-lo por meio de um livro. Temas como inveja, maldade, riqueza, pobreza, loucura e vaidade (entre outros) são discutidos e analisados de forma preciosa. Crime e Castigo é de leitura agradável, não muito simples, exige concentração, principalmente nos diálogos. Não prende o leitor da primeira à última página, titubeia em alguns pontos, tornando-se até um pouco cansativo. Páginas à frente, entretanto, o leitor volta a sentir aquela gostosa sensação de estar aprendendo e ao mesmo tempo tendo uma leitura prazerosa. Indispensável àqueles que realmente amam a boa literatura.
Crime e Castigo -
Fiódor Dostoiévski
Editorial Presença
2001
512 páginas
17h 4m
ISBN-13: 9789722327220
Português
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