Este é o quarto volume da saga de Ramsés, e já me sinto acompanhando uma novela em que conheço cada personagem: alguns já conquistaram minha estima irrestrita, enquanto outros despertaram toda a minha aversão.
Nessa continuação da série, me peguei rindo dos absurdos que envolvem Moisés tentando tirar do Egito os hebreus, que não são escravos, possuem renda estável e moradias, para levá-los a vagar pelo deserto em busca de uma terra prometida que ele nem sabe onde fica ou quando será encontrada.
Dei muitas risadas dele tentando explicar como Deus falou com ele através de uma moita de sarça ardente. Passei dias rindo do diálogo com o conselho dos hebreus. Não sei se Jacq fez de propósito, mas foi hilário acompanhar esse diálogo ilógico e quase esquizofrênico, em que Moisés tenta, sem sucesso, convencê-los.
Afora isso, foi muito satisfatório acompanhar as intrigas da corte, as negociações de paz com os hititas. Goste de como Ramsés e seus amigos junto de seus amigos, desarticularam os planos mirabolantes da rede de espionagem hititas, e finalmente pegando Chenar e o mago Ofir no pulo e acabando com a ambição desmedida de ambos, mas principalmentedo Chenar.
A ganância de Dolente e Chenar é extremamente absurda, mas tem sido divertido acompanhar a derrocada dos dois. Ainda há fatores que não me convencem, mas, desde o livro anterior, decidi apreciar a jornada, que é riquíssima no que diz respeito à caracterização do Egito Antigo: os deuses, as leis que guiavam a vida dos egípcios, seus conflitos com os povos ao redor pelas terras férteis do delta do Nilo e a manutenção de seus costumes, além das conquistas do império de Ramsés.
Estou indo para o último livro e fico feliz por ter começado essa leitura, que me incentivou a pesquisar mais sobre o reinado de Ramsés, esse personagem tão importante da história do Egito Antigo.