José no Egito (Coleção Nobel #16) - Joseph in Ägypten

    Thomas Mann

    [Porto Alegre] Livraria do Globo
    1949
    480 páginas
    16h 0m
    ISBN-13: 9788466619813
    Português Brasileiro

    Joseph und seine Brüder - III: Joseph in Ägypten. "(...) A partir de 1947, a editora da Livraria do Globo lança a tetralogia de "José e Seus Irmãos / Joseph und seine Brüder" em sua Coleção Nobel, com tradução de Agenor Soares de Moura: vol. 1º, José e Seus Irmãos (1947); 2º. O Jovem José (1948); 3º. José no Egito (1949); 4º. José, o Provedor (1951). Nos anos '80, já então na Nova Fronteira, (RJ), o título do primeiro volume será retificado para as "Histórias de Jacó" + "O Jovem José" ]. ==== http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2013/03/thomas-mann-no-brasil.html http://pt.wikipedia.org/wiki/José_e_Seus_Irmãos http://de.m.wikipedia.org/wiki/Joseph_und_seine_Brüder http://www.wikiwand.com/pt/José_e_Seus_Irmãos ==== [Sobre o Autor]: Thomas Mann nasceu em 1875, na cidade alemã de Lübeck. A sua carreira literária inicia-se de modo fulgurante em 1901, com a publicação de Os Buddenbrook. Seguiram-se-lhe obras como Tonio Kröger, A Morte em Veneza e A Montanha Mágica, entre outras, que lhe valeram a atribuição do Prémio Nobel em 1929. Em 1933, com a subida de Hitler ao poder, Mann muda-se primeiro para a Suíça e depois para os EUA, onde lecionou na Universidade de Princeton e se naturalizou americano. São desta época obras como a tetralogia José e os seus Irmãos, Lotte em Weimar e Doutor Fausto. Thomas Mann morreu em 1955, em Zurique.

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    Valéria Cristina Ribeiro22/05/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Magistral

    Neste terceiro volume da tetralogia “José e seus Irmãos”, encontramos José em companhia dos ismaelitas em direção ao Egito. A história, desta vez, se passa no país de Keme e retrata a ascensão e, novamente, a queda do hebreu que atua como escravo na casa de Petepré (Putifar). Acompanhamos o jovem desde o momento em que é vendido a Monte-Kav (mordomo da Casa de Petepré) até o momento de sua prisão. Thomas Mann transforma essa narrativa sobejamente conhecida em uma obra de arte. Vemos seu profundo conhecimento da cultura do antigo Egito ao acompanharmos a descrição da geografia do país, de seu povo e de seus costumes. A exposição do luxo e do fausto faraônico, das festas populares e dos hábitos daquele povo, faz-nos imergir na história e acompanhar o protagonista em suas venturas e desventuras. Mann, nos brinda também com um denso conhecimento da política religiosa da época, com a demonstração do poder do clero de Amum e das lutas internas entre esse deus e Atum-Rá. As intrigas da corte e os meandros do estado não faltam nessa poderosa narrativa épica e simbólica. Mais uma vez, todas as personagens são-nos apresentadas em todas as suas facetas. Mut-eme-net (mulher de Putifar), deixa de ser a víbora lasciva para apresentar-se como uma mulher altiva, culta e nobre consumida por uma paixão irrealizável que a fez despencar de sua posição social e sujeitar-se a vis artifícios. Em Putifar, o cortesão da corte faraônica, vemos o homem justo que tem de submeter-se a uma condição que não escolheu. Por fim, José, jovem e guiado por sua fé no Deus de seu pai, amadurece diante de nossos olhos e luta com seus instintos, com seu orgulho e vaidade. Essa é uma obra magistral.

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