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    O arquipélago da insónia -

    António Lobo Antunes

    Alfaguara
    2010
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788579620119
    Português
    4
    17 avaliações
    Leram29Lendo7Querem106Relendo0Abandonos4Resenhas1
    Favoritos5Desejados106Avaliaram17

    O arquipélago da insónia, vigésimo livro de Lobo Antunes, é a primeira obra de uma trilogia sobre o mundo rural. "Eu tenho a impressão que este livro é o primeiro de uma trilogia que se passa fora de Lisboa. Este, no Alentejo. O que estou a fazer agora no Ribatejo e o outro provavelmente na Beira Alta", revela o autor. Comparado com Faulkner, Joyce e Conrad, o português é internacionalmente aclamado por sua escrita difícil e altamente subjetiva: "Eu sei que ninguém escreve como eu, mas isso não me traz alegria nenhuma." "De onde me virá a impressão que, na casa, apesar de igual, quase tudo lhe falta?" Assim se inicia a história de O arquipélago da insónia: com a imagem de um casarão outrora imponente, símbolo de poder de uma época em que nada faltava, mas que agora parece abandonado. E é por meio de uma polifonia de vozes - o avô poderoso e seu neto autista, feitores e empregadas submissas, personagens vivos ou já mortos -, que António Lobo Antunes constrói uma história de decadência e desilusão que atravessa três gerações de uma família que antes foi poderosa, proprietária de terras no interior de Portugal. Nas páginas de O arquipélago da insónia não convergem apenas ecos dos personagens que povoam as páginas de romances anteriores do autor; nelas estão muitos dos motivos e das obsessões de sua escrita - o relógio, os retratos, os fantasmas, a procura do silêncio. É uma história narrada como em sonho, em que as diferentes vozes se fundem ou se intercalam, e finalmente escapam da sequência temporal. Desse conjunto de impressões surge um romance único, arrebatador, de um mestre da prosa contemporânea.

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    Elisa Munhoz Cazorla28/07/2016Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    A morte da narrativa

    Lobo Antunes e sua obra são objetos de muitas pesquisas na Letras, Linguística, Literatura, etc. Eu, inclusive, descobri o autor e ele me foi sugerido por um mestrando cuja dissertação era sobre a obra deste autor. Há sim muito o que debater sobre a sua obra e seu estilo literário. Certamente seu trabalho contribui com o pensamento e levanta questões interessantes sobre a produção literária em diferentes perspectivas. Ao dizer isto espero ter sido respeitosa com os leitores, pesquisadores e admiradores deste autor. Agora gostaria de falar um pouco sobre como esta obra existiu em mim. Ler este livro foi como passear por um museu de arte moderna e me deparar com obras estranhas e que parecem fazem sentindo nenhum mas que, ao mesmo tempo, são por algum motivo importantes. Não consigo ou não aprendi a apreciar a arte pós moderna em suas múltiplas faces e esta obra é pós-moderna demais para minha reles compreensão desta categoria. Não gostei de nada. Saía irritada todas as vezes que lia este livro. A incapacidade de acompanhar a narrativa foi-me insuportável. O autor interrompe os parágrafos e, a certa altura, também interrompe palavras, joga diálogos no meio dos parágrafos que parecem não ter qualquer relação com a ideia do parágrafo (nos momentos que podemos perceber alguma ideia). Não é uma obra para mim. Não é um autor para mim. Pós moderno demais para mim.

    3 curtidas

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    Avaliações

    4 / 17
    • 5 estrelas47%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas6%
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    António Lobo Antunes

    António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa, na zona de Benfica, onde cresceu. É o mais velho de seis irmãos. Licenciou-se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, carreira que afirmou ter seguido por acaso. Já aos 13 anos queria ser escritor. Especializou-se em psiquiatria por nela achar semelhanças com a literatura. Parte de sua experiência clínica foi praticada em Angola, durante a Guerra Colonial, depois do que retornou a Portugal. No que concerne à política, apenas uma vez foi militante da APU (1980). No entanto, em relação à questão do poder, manteve-se um pouco distanciado, talvez por formação, herança do pai, anarquista. Foi sensivelmente a partir de 1985 que Lobo Antunes passou a se dedicar quase exclusivamente ao ofício da escrita. Os temas abordados em suas primeiras obras são a Guerra Colonial, a morte, a solidão, a frustração de viver/não amar. Tem três filhas: uma de 27, outra de 25 e outra de 15. Embora dedique a vida à escrita, costuma ir muitas vezes ao hospital. Sobre a escrita, Lobo Antunes diz: "Eu escrevo livros para corrigir os anteriores. E ainda tenho muito para corrigir". A sociedade urbana da média burguesia é a mais retratada em seus livros, uma vez que esta sociedade caracterizou o seu ambiente familiar. Deste modo, o autor tem necessidade de partir de uma base real para a criação de suas obras. Segundo o autor, suas principais influências foram os cinemas norte-americano e italiano, os andamentos da música e também alguns escritores que o encantaram na adolescência, como Céline, Hemingway, Sartre, Camus, Malraux, Júlio Verne e Emilio Salgari, acrescidos mais tarde com a descoberta primeiro de Simenon e, depois, dos russos Tolstoi e Tchekov.

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    78 Seguidores

    António Lobo Antunes