Ringworld (Ringworld #1) - (English Edition)

    Larry Niven

    Gateway
    2005
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9786016037018

    The artefact is a circular ribbon of matter six hundred million miles long and ninety million miles in radius. Pierson's puppeteers, the aliens who discovered it, are understandably wary of encountering the builders of such an immense structure and have assembled a team of two humans, a mad puppeteer and a kzin, a huge cat-like alien, to explore it. But a crash landing on the vast edifice forces the crew on a desperate and dangerous trek across the Ringworld.

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    Alysson Eduardo29/03/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um livro quase a frente de seu tempo

    Esse livro é, sem dúvidas, um dos mais icônicos da ficção científica e, antes de qualquer coisa, ele não ter sido publicado até hoje no Brasil é uma vergonha sem tamanho, ainda mais considerando seu peso e influência. Essa é a origem e a inspiração de obras como Halo e demais filmes, livros e jogos que abordam essas proezas da megaengenharia. Dito isso, esse livro me deixou com um gosto amargo na boca. Certas partes desse livro são ficção científica no seu auge durante a New Wave. Momentos de tirar o fôlego, e talvez o Ringworld em si não seja a coisa mais impressionante no livro. Algumas descrições são épicas, fenômenos astronômicos em uma escala tão grande que você se sente pequeno e maravilhado. As raças alienígenas são um fenômeno à parte. Os puppeteers, espécie alienígena no livro, têm uma descrição tão aberrante que chega a ser difícil de imaginar, provavelmente minha espécie favorita do livro. Já os kzin também são interessantes, mas menos inspirados; são os clássicos homens-gato. No entanto, sua cultura é bem diferente da humana, com um foco na guerra e na honra, mas nada particularmente notável. Vale citar que existe uma série inteira voltada às guerras kzin-humanas que parece bem interessante, provavelmente irei ler posteriormente. A respeito da aventura em si, ela é bem leve, nada particularmente revolucionário. As discussões e o funcionamento do Ringworld são impressionantes. É uma história de sobrevivência em um ambiente hostil, com um elenco bem pouco ortodoxo. Particularmente, acho a resolução dos mistérios a parte mais fraca do livro, e a resolução de um dos personagens me incomodou bastante. Esse personagem em questão está ligado intrinsecamente ao maior problema desse livro: ele parece retrógrado no que se trata de misoginia, as personagens femininas são muito mal escritas. Temos duas personagens femininas nesse livro; uma delas age de maneira extremamente caricatural e infantil, já a outra é sexualizada em quase toda cena em que aparece (não que seja muito diferente da primeira). Louis, o protagonista, tem pensamentos e opiniões manipuladoras no que diz respeito às mulheres, e a escrita os endossa. Em um momento específico, Louis reflete que, se pressionasse Teela o suficiente, ele poderia facilmente controlá-la. Essa foi a cena mais marcante nesse aspecto, mas, hora ou outra, você se depara com um machismo surpresa. Um outro ponto negativo que me deixou um pouco fora da história é como a narrativa lida com sorte. O livro é bem hard sci-fi em alguns pontos, mas, na narrativa, sorte é quase um fator genético e se desenvolve quase como um superpoder. O que me pareceu um tanto fora de lugar e desconectado do restante da história. A importância que isso teve no final do livro enfraquece o ato final. *Tinha esquecido durante a escrita da resenha, mas vale destacar também que as duas espécies alienígenas do livro tem suas fêmeas descritas como irracionais, não sei como ser mais sexista que isso.

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