Uma trama envolvente que comecei a ler na noite de 17 / 7 / 2008 e terminei às 22h35 de 20 / 7 / 2008.
O início é ótimo: Simmel prende a atenção do leitor descrevendo os preparativos para um assassinato e depois a tentativa de fuga do personagem principal. Narrado na primeira pessoa do singular, Simmel volta no tempo e retorna ao presente durante toda a narrativa. Pena que o autor perca tempo narrando a biografia de alguns personagens que não têm maior importância na trama, ou desperdice algumas páginas com uma historieta insuportavelmente piegas — esses dois graves senões só servem para desviar a atenção da trama principal, quebrando o ritmo da história central. Outro senão é quando o autor gasta uma ou duas páginas para descrever a situação política e a crise financeira da Alemanha quando ainda estava dividida pelo muro de Berlim.
Simmel acertou na conclusão da trama — sensível ao narrar o voo de uma mariposa durante a visita que o russo Boris Minski faz ao amigo Richard Mark numa prisão.
No final, pena que seja difícil de acreditar quando Mark consegue girar a mesa do apartamento sem que seu irmão Werner percebesse. Werner era esperto demais para não perceber. Fazer o quê? Simmel não conseguiu imaginar nada melhor.
Mesmo quando Simmel corta a narrativa do presente para narrar algum fato do passado o livro nunca deixa de interessar. Simmel não é nenhum Proust ou Steinbeck, mas demonstra habilidade em prender a atenção de seus leitores. Dentre os seus mais de vinte livros, Simmel considerava este o seu livro preferido, em que acreditava ter equilibrado envolvimento, distração, preocupação estilística e conteúdo positivo.