O que Guarda o Rio -

    Isabel Ibañez

    Edições Gailivro
    2024
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9789892361765
    Português

    Inez Olivera, boliviana-argentina, pertence à luxuosa alta sociedade de Buenos Aires do século XIX, que se encontra imersa em magia antiga já esquecida. Inez tem tudo o que qualquer jovem quer, exceto o seu mais profundo desejo: estar com os seus pais, que passam o tempo a viajar pelo mundo e tendem a deixá-la para trás. Quando recebe a trágica notícia das suas mortes, ela herda a enorme fortuna da família e um tio tutor legal. Em busca de respostas, viaja para o Cairo, levando consigo um anel de ouro que o seu pai lhe enviou antes de morrer para ser guardado. Mas, na sua chegada, a magia antiga ligada ao anel leva-a por um caminho sombrio e perigoso. Com o desagradável e encantador assistente do seu tutor de guarda a frustrá-la a cada passo, Inez tem de confiar na magia antiga para poder descobrir a verdade sobre o desaparecimento dos seus pais - ou arriscar a tornar-se um peão num jogo muito maior que a pode matar.

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    Ana Cassia20/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "... coisas frágeis podem sobreviver"

    Eu tenho que confessar que, no começo, eu fiquei um pouco relutante com esse livro. Apesar de a escrita da Isabel ser uma obra de arte desde a primeira frase, eu senti que a história seria um pouco lenta, e que talvez não entregasse o que ela prometeu. Eu tava errada. O livro conta a história da Inez, uma garota Latino-America (sim, nós latinas sendo representadas!) tentando descobrir o mistério por trás do desaparecimento (e, talvez, morte) do seu pais, que estavam trabalhando no Egito. E então ela faz o que toda protagonista faria — ela vai para o Egito (sozinha, em uma época que isso seria um escândalo) para descobrir a verdade. Inteligente. O que me cativou mais em "What The River Knows" foi o fato de que Inez é Sul Americana. Apesar de ela ser Argentina, o fato de ela ser do mesmo continente que eu já gerou uma identificação, e até mesmo um orgulho, de finalmente ver o nosso Continente ser importante em uma história; ah! E também tinha o Egito que, em muitos livros, acaba sendo mal explorado, mas a forma como Isabel descreveu o país me fez querer MUITO viajar pra lá. A Inez não é uma personagem chata, nem um pouco, mesmo que os pensamentos e reclamações dela sejam um pouco repetitivos — isso garante que nós consigamos entender quais são as metas e as necessidades dela. Mas, como uma romântica incorrigível, eu tenho que dizer: a melhor parte foi o romance. Foi um slow-burn, e um dos sofridos. Assistir o relacionamento da Inez e do Whit nascendo e crescendo, indo de um relacionamento 100% proibido (por vários motivos), passar pelo filtro da moral e do decoro (lembrem-se do contexto histórico) até o momento em que ele chega ao fim do livro foi a melhor parte! E, olhem só: foi um friends to lovers. Eu não consigo pensar em nada de ruim sobre esse livro, a não ser o fato de que ele é o primeiro de uma série em que nem o primeiro foi publicado ainda. Mal posso esperar pelas continuações!

    12 curtidas

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    3.7 / 112
    • 5 estrelas24%
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