Queridos Roman e Íris, com meu coração pacato, vocês me apresentaram um mundo no qual eu não quis largar através de uma escrita lindamente poética. Fizeram-me viajar a lugares majestosos. E em minha própria trilha sonora, abriram um leque de lembranças remetentes há dez anos atrás. Eu me senti de volta a euforia de quando li meu primeiro livro. Estou conectada.
Creio que pela primeira vez (Segunda? N sei) o TikTok me indicou algo que preste. Pois é, irmãos, os dias de glória vieram.
Termino essa duologia satisfeita, embora com algumas pulguinhas atrás da orelha. Os personagens são cativantes, o universo te deixa preso de início ao fim e a Íris é aquela protagonista feita sob medida. Ela é inteligente, teimosa e determinada. Qualidades essas sem acrescentar nem tirar demais.
A respeito dessa fantasia, senti que ela é voltada mais para o romance. O que me deixou um pouco frustrada em relação ao enredo da guerra e a briga entre os deuses. Acabei a história sedenta por mais, ávida para conhecer o passado dos deuses e a relação de Dacre e Enva. (Que inclusive, a participação dela no decorrer do livro é muito onírica para uma personagem praticamente vista como uma das protagonistas). Novamente, li uma apresentação de guerra bem feita, com momentos antecedentes de tirar o fôlego e roer a unha de ansiedade mas quando chegou no estopim, puff!! A batalha final não preencheu nem um capítulo. A solução foi um tanto rasa demais. Eu fiquei tipo “Pq a Enva não fez isso antes, então? Evitaria esse caos todo.”
A magia que ronda a vida dos mortais pela cidade foi um fato muito interessante e a maneira como ocorre a troca de cartas entre Roman e Íris me encantou. As cartas são lindas, emocionantes e com sentimentos tão íntimos que parecia que era eu que tava recebendo-as pelo meu guarda roupa. A gente vai se apaixonando por eles conforme eles vão se apaixonando também.
Apesar de meio sutil, gostei como a autora trouxe uma crítica e um “abrir” de olhos em relação a importância da imprensa/jornalismo em cenários decisivos como aquele para sociedade. De como simples palavras podem influenciar uma nação inteira diante de uma guerra. Uma briga fictícia em volta da realidade. Liberdade de expressão vs censura estatal. Informação é tudo. E nossos protagonistas tinham uma arma e tanto sob o conflito principal, uma forma diferente — Sem deixar de ser importante — De lutar.
Por fim, vou aguardar sentadinha e sem pressa um conto/prólogo/spin off de Enva, Dacre e o restante dos deuses, Pois não aceito criar fanfics na cabeça. Não tenho mais tempo.