Heresia Protestante - Polêmica com um pastor presbiteriano

    Dr. Carlos de Laet

    Editora Centro Dom Bosco
    2024
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-13: 9786554810814
    Português Brasileiro

    Nesta terceira edição, o livro sai com nova revisão e nova capa! "... permita-me que ainda uma vez reclame os seus artigos nos diários do Rio. Olhe lá, meu amigo, que bem diz a sabedoria do povo: Cavalo de corrida morre na pista. Não queira depor a pena antes do tempo. Ela nos faz uma falta imensa, aos católicos principalmente... A sua colaboração hebdomadária no Jornal do Brasil e no País era um púlpito que falava aos auditórios mais refratérios da República inteira, desculpe, do Brasil inteiro. Púlpito da fé, da verdade e da moral; e, às vezes, um látego benéfico... Quanto benefício não fizeram aqueles beliscões torcidos com tamanha naturalidade, engenho e arte? Para mim é certo que muita gente engoliu cusparadas contra a Igreja, só porque o Laet estava na brecha. Volte, volte à imprensa, meu bom amigo, aproveite até o fim os talentos que lhe deu Nosso Senhor. Pense nisto: muitos homens só leem coisas de Religião em artigos de Laet." - Cardeal Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra.

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    Bonavigo25/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma boa polêmica para se afiar contra os protestantes

    Antes de começar a ler este livro, não conhecia o Dr. Carlos de Laet. Felizmente, a edição do CDB possuí uma introdução escrita pelo Dr. Álvaro Mendes, com uma pequena biografia do homem. Descobri então um homem cultíssimo, extremamente polêmico e monarquista. Destas três características, tenho apenas duas, e acho que quem está lendo esta resenha já deve sabê-las. Apesar de toda a sua formação, cultura, conhecimento em áreas diversas, capacidades literárias e linguísticas, e de até ter ganho o título de Conde Romano, o Dr. Carlos de Laet era um homem extremamente humilde, não tendo feito esta polêmica por vaidade, mas por uma profunda vontade de defender a Fé Católica e de convencer o ex-seminarista apóstata, agora ministro presbiteriano, a tornar à Igreja de Cristo. Mesmo com as provocações e ignorâncias de Álvaro Reis, ele manteve o decoro, mesmo quando os argumentos do presbiteriano chegavam ao ridículo. Dou como exemplo este: "Aflitíssimo por tirar isso a limpo, diz S. Sa. que foi à biblioteca do mosteiro de São Bento, onde, graças à bondade de um frade que desconfio ter sido o leigo porteiro pôde examinar muito a gosto as obras de S. Irineu. Que decepção! Lá estava o trecho, em latim, na edição de 1740. E é o seguinte: 'Et si ea inobedierat Deo, sed haec suasa est obedire Deo, ut Virginis Evae Virgo Maria fieret advocata.' Que fazer? Lá se achava: 'para que a Virgem Maria se fizesse a advogada da Virgem Eva.' Realmente não havia remédio senão chamar de herege ao próprio S. Irineu! Muito em boa hora, os senhores protestantes para casos tais sempre têm recursos admiráveis. Os comentadores dos Ante-Nicene Fathers foram chamados com urgência. Segundo estes o termo advocata, advogada, é ambiguo, é vocábulo dife limo de entender. Quem é que sabe o que é um advogado, ou uma advogada? De sorte que na opinião dos mesmos exegetas seria melhor substituir advocata pelo vocábulo grego antilepsia, auxílio, S. Irineu não disse auxílio, disse advogada, mas que fazer se os doutos acham melhor que o Santo houvesse dito como eles querem? [...] Aborrecido, tomou o sr. Alvaro uma resolução heroica: nem os autores do Ante-Nicene Fathers, nem o erudito Grabe: exegese sua própria, lá dele, pastor Álvaro. Para S. Sa., advocata não é advogada, é chamada, isto é, chamada a si (!) da desventurada Eva, por ser a mãe do Salvador. E quem não entender, finja entendê-lo..." (pg. 125-126) Sim, ele chegou ao ridículo de tentar transformar "advocata" em "ad vocata", "advogada" em "para si chamada". Mesmo após argumentos assim, e outros tão ridículos quanto, como o presbiteriano acusá-lo de defender teses protestantes, o Conde manteve a polidez e a alta argumentação. Citou os Pais da Igreja que o presbiteriano distorcia, mostrou-lhe as corretas traduções das Sagradas Letras, quando este presbiteriano tentava distorcer o significado de palavras latinas e gregas (ambas línguas faladas pelo Conde), enfim, não cansou de mostrar os erros do ministro protestante. Não sei qual foi o fim de Álvaro Reis, mas espero que tenha morrido católico. É um bom livro para responder argumentos protestantes muito batidos, alguns até repetidos pelos tais "reformados", que se acham mais versados no estudo dos Pais da Igreja. Recomendo muito sua leitura.

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