Queer -

    William S. Burroughs

    Grove Press
    2022
    161 páginas
    5h 22m
    ISBN-13: 9780802160577

    Originally written in 1952 but not published till 1985, Queer is a haunting tale of possession and exorcism. Both an unflinching autobiographical self-portrait and a coruscatingly political novel, it is both Burroughs’s only realist love story and a montage of comic-grotesque fantasies that paved the way for his masterpiece, Naked Lunch. Set in Mexico City during the early fifties, Queer follows William Lee, the protagonist of Burroughs’s debut novel Junky, a man afflicted with acute heroin withdrawal and romantic yearnings for Eugene Allerton. As Lee breaks down over the course of his hopeless pursuit of desire from bar to bar in the American expatriate scene, the trademark Burroughsian voice emerges, a maniacal mix of self-lacerating humor and the ugly American at his ugliest. Now a cult classic and a highly regarded part of his oeuvre, reissued on the seventieth anniversary of the year of its writing, this edition of Queer features a contextualizing introduction by the eminent Burroughs scholar Oliver Harris.

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    Antonio Neto23/07/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Amor: um entorpecente inalcançável

    Publicado inicialmente na década de 80, a história, que é ambientada no México, gira em torno de Lee, um homem adulto que parece frustrado com tudo e todos, sempre buscando relacionamentos e sensações que preencham os imensos espaços vazios que há dentro de si, cada vez mais submerso em um mundo raso, superficial e tão passageiro. Lee acredita que sua vida tomo um novo suspiro quando conhece Eugene Allerton, um jovem rapaz que, ao contrário de Lee, é responsável, solto e que sabe aproveitar boas oportunidades da vida. Lee o convida a participar de uma aventura em busca da Ayahuasca, uma droga que dizem ser capaz de controlar até os pensamentos e como um incentivo para fugir de seus vícios ao lado de sua paixão obsessiva. por que gostei O jeito que Burroughs escreve e conduz a narrativa foi um dos pontos que mais me tocaram durante a narrativa, o jeito que tudo flui e que as páginas parecem se encurtar quanto mais somos tomados em meio ao desenvolvimento de Lee que é o segundo ponto impactante da história, o quanto o personagem vai se desgastando ao longo dos capítulos, cada vez mais submerso em seus vícios, pensamentos e obsessões, quase como se estivesse desconexo da realidade que o agarrava a todo o tempo. Lee é um personagem que parece sempre estar encenando em meio ao palco que ele chama de vida. Doloroso é de acompanhar com os olhos a "relação" que ele cria com Allerton, fazendo-se capaz de desdobrar aos pés de seu amado, de se agarrar ao desconhecido, entregando tudo o que pode como se despreocupado com a sua própria vida. Além da relação não ser reciproca, Lee ainda caminha no campo do abuso, tentando preencher os espaços que Allerton frequenta, as relações que ele possui e até mesmo suas horas mais solitários em que ele gostaria de curtir a própria companhia. É uma história que mexe com seus sentimentos e pensamentos, fazendo com que Lee seja odiado e compreendido ao mesmo tempo. Uma história sobre a falta e o excesso, o poder e ausência dele, o limite e o além do limite.

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