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    Autocontrole (Clube Vitorianos #3) -

    Mary Brunton

    Pedrazul
    2025
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9786588494776
    Português Brasileiro
    3.7
    44 avaliações
    Leram56Lendo13Querem122Relendo0Abandonos2Resenhas11
    Favoritos3Desejados122Avaliaram44

    "Tentamos conseguir Self-Control, mas em vão!", Jane Austen. Publicado entre 1810 e 1811-e ansiado por Jane Austen-, narra a história de Laura, que é perseguida pelo implacável e desregrado coronel Hargrave, um libertino que se dizia apaixonado por ela quase uma releitura do aristocrata libertino Robert Lovelace de Clarissa de Richardson -, cujas intenções de um ou do outro eram previsivelmente menos que honrosas. No caso da obra de Brunton, Laura aceita se casar com Hargrave, porém estipula um prazo de dois anos para que ele se "regenere", mas antes que o prazo termine, ela acaba conhecendo outro cavalheiro e, na comparação, enxergou a honra que faltava ao primeiro. Uma evidência da leitura desse livro por Jane Austen está na carta que ela envia para sua irmã, Cassandra, em 30 de abril de 1811, durante uma de suas visitas a seu irmão Henry em Londres, em que fala de seu cotidiano na grande cidade. Entre os comentários de Jane, está a menção a um livro que ela procurava, mas que estava esgotado temporariamente: "Tentamos conseguir Self-Control, mas em vão. Eu gostaria de saber qual é a sua estimativa, porém sempre tenho medo de achar um romance inteligente demais e de ver minha própria história e meus próprios personagens já antecipados".

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    Resenhas (11)Ver mais
    Matheus Vieira picture
    Matheus Vieira27/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Autocontrole(até demais kkkk)

    Esse foi o primeiro contanto que tive com a autora, nunca havia ouvido falar dela ou dos seus livros, uma pena que eles não são tão reconhecidos mundialmente porque esse livro é ótimo. Na história acompanhamos Laura, uma jovem escocesa que inicialmente parece frágil e tímida, um total engano porque bem no interior dela brilha um sentimento de autopreservação e de uma grande força de caráter.   O único conforto que Laura tinha era seu pai que infelizmente morre muito cedo na trama e ficando desamparada acaba procurando abrigo com sua tia Lady Pelham uma figura odiosa que por, mas que “amasse” a protagonista tinha maneiras torpes e ilusórias para demonstrar isso. Uma das coisas que mais gostei no livro foi a firmeza de caráter de Laura, tem uma cena logo na reta final do livro que ela tinha tudo para ser enganada tanto que nesse momento duvidei dela, mas acabou me surpreendendo por demonstrar inteligência e firmeza num momento que tudo estava contra ela. Sobre Coronel Hargrave foi uma surpresa atrás da outra quando penso que ele não pode ser mais odioso do que já é ele acaba superando minhas expectativas e ficando ainda pior. Nojo total. E um bom livro com personagens agradáveis e história muito linear. Discordo da autora sobre a adição dos indígenas americanos, pois foi essa cena em particular que trouxe uma personalidade marcante para o livro.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 44
    • 5 estrelas9%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas7%
    Mary Brunton profile picture

    Mary Brunton

    Mary Balfour (nome de casada Brunton) era filha do Coronel Thomas Balfour de Elwick, um oficial do Exército Britânico, e Frances Ligonier, filha do Coronel Francis Ligonier e irmã do segundo conde de Ligonier. Ela nasceu em 1 de novembro de 1778 em Burray nas Ilhas Orkney. Sua educação inicial foi limitada, mas sua mãe lhe ensinou música, italiano e francês. Por volta de 1798, ela conheceu o Rev. Alexander Brunton, um ministro da Igreja da Escócia. Embora sua mãe desaprovasse o casamento, ela fugiu com Brunton em 4 de dezembro de 1798, quando ele a resgatou da ilha de Gairsay em um barco a remo. Ele foi ministro em Bolton, perto de Haddington, East Lothian, até 1797, depois em duas paróquias sucessivas de Edimburgo: New Greyfriars de 1803 e Tron de 1809, tornando-se, nesse meio tempo, professor de línguas orientais na universidade em 1813. O casamento deles foi feliz e eles não tiveram filhos. Guiada pelo marido, ela desenvolveu um interesse por filosofia e comentou em uma carta à cunhada que era a favor de mulheres aprenderem línguas antigas e matemática, o que ainda era uma rara realização feminina naquele período. O casal fez uma excursão a Harrogate e ao Distrito dos Lagos da Inglaterra em 1809, embora o primeiro não tenha recebido sua aprovação: "Uma cena sem uma colina me parece tão interessante quanto um rosto sem nariz!" Brunton engravidou aos 39 anos. Ela morreu na casa deles, 35 Albany Street em Edimburgo, em 12 de dezembro de 1818, cinco dias após dar à luz um filho natimorto. Ela está enterrada contra o muro da fronteira oeste de Canongate Kirkyard na Royal Mile. Seu marido está enterrado ao lado dela.

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    Mary Brunton