Para curtir essas HQs das antigas é preciso desapegar-se da estética rebuscada da atualidade, pois costumam ser graficamente toscas. Gosto do conceito vintage e leio com prazer. Quanto mais adaptações confiro, a história cresce em percepções e posso dizer que a imagem que guardava do romance melhorou. Não é tão apático, o destaque nessa edição, em que o Albratroz não é só um debutante dos ares, desfilando sua imponência mundo afora, mas um guerreiro nas intempéries naturais. O bichão passa íncolume por tempestades nos oceanos, continentes e até vulcão em erupção, aspectos que o desenhista procurou explicitar. Lembrei de um termo do livro, novo para mim, em que Verne equipara o Albatroz a "maelstron dos ares". A força da máquina foi destaque na edição. É espanhola, mas também sou maelstron embromation e vou tentando entender, ajudando o fato de ter lido o livro.
Só mais um bizum: que raio de Albatroz mais feio e esqusitóide esse do conceito gráfico, o patinho feio das adaptações que encontrei... até agora.