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    Errantes -

    Rešoketšwe Manenzhe

    Editora Record
    2025
    294 páginas
    9h 48m
    ISBN-13: 9788501923509
    Português Brasileiro
    3.6
    12 avaliações
    Leram18Lendo3Querem40Relendo0Abandonos3Resenhas4
    Favoritos0Desejados40Avaliaram12

    Quando a Lei da Imoralidade é aprovada em 1927, uma família de almas errantes precisa encontrar um lugar para chamar de lar nessa história emocionante de Rešoketšwe Manenzhe, a mais premiada estreia literária da África do Sul. Em 1927, é aprovada na África do Sul a Lei da Imoralidade, que proíbe qualquer intercurso carnal ilícito entre “europeus” (brancos) e “nativos” (negros). E a pena para quem infringir essa lei draconiana é a prisão: para homens, cinco anos; para mulheres, quatro. Abram e sua esposa, Alisa, tiveram sua parcela de problemas conjugais, mas levam uma vida confortável na África do Sul com as duas filhas. No início, Abram duvida de que vão ser de fato afetados pelo decreto, até que oficiais do governo começam a fazer perguntas na escola das meninas e sua propriedade passa a ser vigiada, provavelmente para ser apreendida pelo Estado. Abram se vê perdido, sem saber como proteger a família da implacável máquina legal, cujo privilégio econômico tinha passado incólume das maiores discriminações da política sul-africana até então. E, com sua hesitação, o já tênue laço com a esposa se rompe de vez. Como resultado da Lei da Imoralidade, Alisa, uma mulher negra, jamaicana e filha de pessoas escravizadas, chega à conclusão de que deve tomar uma atitude – um ato devastador com base em seu passado e na história coletiva, um ato que vai reverberar em toda a sua família. Entrelaçando ficção com rituais, mitos e a comovente questão da busca por um lar, Errantes é a estreia de Rešoketšwe Manenzhe no universo dos romances, uma talentosa contadora de histórias que se tornou sensação na África do Sul, seu país de origem, e promete abalar a literatura do Ocidente.

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    Helder Leonidas Gatti picture
    Helder Leonidas Gatti02/02/2026Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Livro historico africano

    Volta ao Mundo - 4 - África do Sul. Está semana passei pela África do Sul lendo um romance histórico africano escrito por uma autora contemporânea e que vale a pena ser lido. Em Errantes conhecemos o casal Abram e Alisa. Um branco descendente de holandeses casado com uma negra descendente de ex- escravizados caribenhos que provavelmente descendiam de africanos. No início do livro acompanhamos a vida do casal e suas duas filhas vivendo numa fazenda próxima a Cidade do Cabo em 1927 quando é aprovada a Lei da Imoralidade, um dos pontapés iniciais do Apartheid. De acordo com esta lei não podia haver relações de afeto entre pessoas de raças diferentes. Alisa é uma mulher distante, com características de depressão e confesso que suas atitudes foram me incomodando cada vez mais até que com a promulgação da lei ela sente um cerco se afunilando e tem uma atitude imperdoável e que me assustou. Na 2a parte somos convidados a conhecer o passado desta mulher e percebemos o peso que o racismo e a falta de raízes trouxe para ela. A autora consegue nos mostrar o fardo que esta mulher carregou em sua vida por não se sentir pertencente a lugar nenhum. Nascida no Caribe numa família negra, seus pais morrem quando ainda era pequena, sendo adotada por um inglês que a levou para ser criada em Londres. Este pai lhe proporcionou um lar com muito amor, mas não conseguia evitar os constrangimentos sociais onde sempre lhe tratavam como se fosse uma serviçal de seus pais devido a diferença de cores entre eles. Cansada destas situações, decide ir para a África do Sul buscar suas origens acreditando que estará entre iguais e poderá levar uma vida sem ser vista como um ser diferente e menor. Mas lá ela percebe que uma pessoa da sua cor não pode decidir muitas coisas e que isso ainda pode ser prejudicial para suas filhas que são claramente mestiças. Incrível o poder do estado em investir tempo para controlar tópicos tão individuais de seu povo. Temática forte para gerar reflexões. Incrível perceber a que grau de ignorância o homem consegue chegar. Tenho a impressão que as coisas melhoraram um pouco neste país Tomara que sim.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 12
    • 5 estrelas8%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
    Rešoketšwe Manenzhe profile picture

    Rešoketšwe Manenzhe

    Rešoketšwe Manenzhe é uma aldeã e uma contadora de histórias sul-africana. Seus contos e poemas apareceram em Kalahari Review , Fireside Magazine , Lolwe , FIYAH e 2017 Sol Plaatje European Union Poetry Anthology , entre outros. Ela venceu o Writivism Short Story Prize de 2017, o Dinaane Debut Fiction Award de 2020, a Akuko Short Story Competition de 2021, o HSS Award for Best Fiction de 2021, o UJ Prize for South African Writing in English, o prêmio First-Time Published Author em 2021 e o South African Literary Awards em 2021. Ela também ficou em segundo lugar do Collins Elesiro Prize for Fiction de 2019, foi finalista do Sunday Times/CNA Literary Awards de 2021 e entrou na lista de melhores livros de 2022 de vários veículos como New Yorker , Vanity Fair , Vulture , People , The Washington Post e Los Angeles Times .

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    Rešoketšwe Manenzhe