Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates -

    Xenofonte

    Edipro
    2024
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9786556601601
    Português Brasileiro

    Descubra a essência do pensamento socrático em uma das obras mais antigas e fascinantes de Xenofonte: Ditos e feitos memoráveis de Sócrates . Escrito entre 399 e 390 a.C., este clássico oferece um retrato biográfico do filósofo que moldou o pensamento ético e moral. Com uma abordagem prática e centrada na moralidade cotidiana, a obra destaca a personalidade complexa de Sócrates, capturando a essência de seus ensinamentos, enquanto explora questões de virtude, justiça e a verdadeira natureza da sabedoria. Ideal para leitores que desejam compreender a influência duradoura do mestre da filosofia e da moralidade, este livro é um testemunho da busca pela verdade e pela excelência ética. Embarque nessa jornada pela mente de um dos maiores pensadores da história e descubra por que seus “ditos e feitos” reverberam até os dias de hoje.

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    Gabriel dos Santos 10/02/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Sócrates segundo seus discípulos

    O Sócrates apresentado por Xenofonte não é muito diferente em personalidade do Sócrates apresentado por Platão. A principal diferença é que Xenofonte apresenta um Sócrates muito mais ativo em seus diálogos, no sentido que ele parece saber aonde quer chegar, enquanto o Sócrates de Platão, na maioria das vezes faz um tipo de investigação às cegas, sem saber ao que dará a luz, por assim dizer. Além disso, o Sócrates de Xenofonte parece ser um pouco mais ranzinza, enquanto segundo Platão ele parece ser um sujeito muito mais leve, carismático, apesar de sua costumeira ironia, tudo isso, graças a sutileza e a qualidade da escrita de Platão. O Sócrates de Xenofonte é um grande respeitador das leis, do Estado e dos deuses, e vê nisso fonte de justiça. Já o Sócrates de Platão sabia que não bastava seguir as leis para ser justo e questionava o culto aos deuses em certa medida, como no diálogo Eutífron. O principal ponto de convergência entre eles é a preferência de Sócrates em investigar os temas do cotidiano ao invés de se preocupar com assuntos que, segundo ele, estavam além da razão. Platão não se impunha esse limite, no entanto, nos diálogos que ele transcende nos assuntos do seu mestre, ele não coloca suas palavras na boca de Sócrates, mas escolhe outros personagens, com exemplos mais evidentes nos diálogos Timeu, Crítias, As Leis e Epinomis. O que demonstra que Platão sempre honrou a imagem e a personalidade de seu mestre, contrariando aqueles que falsamente acusam Platão de distorcer Sócrates.

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