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    Conversations of Socrates (Classics) -

    Xenofonte

    Penguin
    1990
    366 páginas
    12h 12m
    ISBN-13: 9780140445176
    3.9
    50 avaliações
    Leram81Lendo8Querem111Relendo1Abandonos0Resenhas5
    Favoritos1Desejados111Avaliaram50

    After the execution of Socrates in 399 BC, a number of his followers wrote dialogues featuring him as the protagonist and, in so doing, transformed the great philosopher into a legendary figure. Xenophon's portrait is the only one other than Plato's to survive, and while it offers a very personal interpretation of Socratic thought, it also reveals much about the man and his philosophical views. In 'Socrates' Defence' Xenophon defends his mentor against charges of arrogance made at his trial, while the 'Memoirs of Socrates' also starts with an impassioned plea for the rehabilitation of a wronged reputation. Along with 'The Estate-Manager', a practical economic treatise, and 'The Dinner-Party', a sparkling exploration of love, Xenophon's dialogues offer fascinating insights into the Socratic world and into the intellectual atmosphere and daily life of ancient Greece.

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    Gabriel dos Santos  picture
    Gabriel dos Santos 10/02/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Sócrates segundo seus discípulos

    O Sócrates apresentado por Xenofonte não é muito diferente em personalidade do Sócrates apresentado por Platão. A principal diferença é que Xenofonte apresenta um Sócrates muito mais ativo em seus diálogos, no sentido que ele parece saber aonde quer chegar, enquanto o Sócrates de Platão, na maioria das vezes faz um tipo de investigação às cegas, sem saber ao que dará a luz, por assim dizer. Além disso, o Sócrates de Xenofonte parece ser um pouco mais ranzinza, enquanto segundo Platão ele parece ser um sujeito muito mais leve, carismático, apesar de sua costumeira ironia, tudo isso, graças a sutileza e a qualidade da escrita de Platão. O Sócrates de Xenofonte é um grande respeitador das leis, do Estado e dos deuses, e vê nisso fonte de justiça. Já o Sócrates de Platão sabia que não bastava seguir as leis para ser justo e questionava o culto aos deuses em certa medida, como no diálogo Eutífron. O principal ponto de convergência entre eles é a preferência de Sócrates em investigar os temas do cotidiano ao invés de se preocupar com assuntos que, segundo ele, estavam além da razão. Platão não se impunha esse limite, no entanto, nos diálogos que ele transcende nos assuntos do seu mestre, ele não coloca suas palavras na boca de Sócrates, mas escolhe outros personagens, com exemplos mais evidentes nos diálogos Timeu, Crítias, As Leis e Epinomis. O que demonstra que Platão sempre honrou a imagem e a personalidade de seu mestre, contrariando aqueles que falsamente acusam Platão de distorcer Sócrates.

    7 curtidas

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