O governo dos técnicos
Neste livro, o autor versa sobre as metamorfoses do Estado, que vai da Autocracia até atingir a Tecnocracia, que seria um governo que atua pela burocratização e automatização de serviços e políticas, através de uma máquina estatal repleta de sistemas e técnicos para atingir a plena eficiência mecânica da aplicação da legislação e monitoramento das pessoas. Assim, não haveria mais a necessidade da política orgânica e participativa, pois seria substituída por essa máquina. O autor também demonstra que, a regionalização do Estado, pela Tecnocracia, não promoverá a participação da população e o seu acesso às políticas sociais a nível local, mas apenas aumenta os tentáculos do Estado em cada metro quadrado do território, expandindo a atuação estatal com eficiência, mas não com eficácia, pois não trata a sociedade de baixo para cima, mas impondo ações de cima para baixo, com o objetivo de planificar todas as esferas da vida social e privada, sem se preocupar com as características regionais e locais. Por isso, o autor apoia e explica o que é o Princípio da Subsidiariedade, muito mais lógico e eficaz ainda mais considerando um país do tamanho do Brasil. Coincide a leitura deste livro, por mim, com a recente retomada do poder norte-americano por Trump, onde, ao se associar com uma pessoa que prega a eficiência do Estado através da ciência e da tecnologia (E. Musk), apresenta uma faca de dois gumes: promete a eficácia de um Estado em servir às pessoas, mas poderá entregar somente um Estado muito mais eficiente em monitorar cada indivíduo, além de aumentar a arrecadação de impostos, por exemplo, pois todas as ações estariam bancarizadas, automatizadas e digitalizadas em uma central única. É o suprassumo do Leviatã com o Grande Irmão.



