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    O Estado Tecnocrático -

    José Pedro Galvão de Sousa

    Livraria Resistência Cultural Editora
    2018
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-13: 9788566418194
    Português Brasileiro
    4.6
    15 avaliações
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    Favoritos1Desejados55Avaliaram15

    Neste momento decisivo por que passa o Brasil, em que cabe à presente geração a restauração intelectual, moral e espiritual do país, avulta a figura extraordinária de José Pedro Galvão de Sousa, cujas Obras Reunidas a Livraria Resistência Cultural Editora tem a honra de entregar ao público. Jurista a quem não faltava o sal do saber sociológico e histórico e filósofo de completa formação tomista, José Pedro Galvão de Sousa se destaca como o mais abalizado teórico do tradicionalismo político brasileiro, para quem o fim de todas as nossas crises institucionais perpassa necessariamente pela adoção de uma organização corporativa e municipalista, em consonância com as tradições latinas e hispânicas da nacionalidade. Neste "O Estado tecnocrático", o Autor parece dar o brado de alerta aos tempos que então se avizinhavam – e que são os nossos –, caracterizados pela preponderância do poder da técnica e da sua casta de burocratas sobre a ação prudencial e virtuosa dos estadistas. O resultado seria a simbiose entre capitalismo e socialismo e a homogeneização das relações humanas. Esta reedição d’O Estado tecnocrático conta com prefácio de Vicente Amadei e posfácio de Ricardo Dip, ambos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e discípulos de José Pedro Galvão de Sousa.

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    Denis Caldas picture
    Denis Caldas02/12/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O governo dos técnicos

    Neste livro, o autor versa sobre as metamorfoses do Estado, que vai da Autocracia até atingir a Tecnocracia, que seria um governo que atua pela burocratização e automatização de serviços e políticas, através de uma máquina estatal repleta de sistemas e técnicos para atingir a plena eficiência mecânica da aplicação da legislação e monitoramento das pessoas. Assim, não haveria mais a necessidade da política orgânica e participativa, pois seria substituída por essa máquina. O autor também demonstra que, a regionalização do Estado, pela Tecnocracia, não promoverá a participação da população e o seu acesso às políticas sociais a nível local, mas apenas aumenta os tentáculos do Estado em cada metro quadrado do território, expandindo a atuação estatal com eficiência, mas não com eficácia, pois não trata a sociedade de baixo para cima, mas impondo ações de cima para baixo, com o objetivo de planificar todas as esferas da vida social e privada, sem se preocupar com as características regionais e locais. Por isso, o autor apoia e explica o que é o Princípio da Subsidiariedade, muito mais lógico e eficaz ainda mais considerando um país do tamanho do Brasil. Coincide a leitura deste livro, por mim, com a recente retomada do poder norte-americano por Trump, onde, ao se associar com uma pessoa que prega a eficiência do Estado através da ciência e da tecnologia (E. Musk), apresenta uma faca de dois gumes: promete a eficácia de um Estado em servir às pessoas, mas poderá entregar somente um Estado muito mais eficiente em monitorar cada indivíduo, além de aumentar a arrecadação de impostos, por exemplo, pois todas as ações estariam bancarizadas, automatizadas e digitalizadas em uma central única. É o suprassumo do Leviatã com o Grande Irmão.

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    José Pedro Galvão de Sousa profile picture

    José Pedro Galvão de Sousa

    (Wikipedia) Seus oitenta anos de vida abarcam desde a Primeira Guerra Mundial até o fim da União Soviética. Viveu plenamente o século XX, seus problemas e dilemas: guerras, crises, revoluções e contra-revoluções. Em sua obra, em que se percebe o autêntico tomista que sempre foi, sobressai a multidisciplinaridade: tratou de filosofia, direito, história, política, sociologia, sem esquecer seus escritos sobre a fé católica. Bacharel em 1934 pela Faculdade de Direito de São Paulo – conhecida também por Academia de São Francisco, por referência ao convento franciscano em que se instalou –, José Pedro graduou-se também em filosofia, pela Faculdade de Filosofia e Letras de São Paulo – também conhecida por Faculdade de São Bento, por referência ao mosteiro beneditino em que foi fundada –, em 1936. Já na época de estudante, José Pedro iniciou sua atividade como pensador e homem de ação. Foi fundador da Ação Universitária Católica, proferia conferências em instituições como o Centro Dom Vital e publicava artigos. Ao longo de sua vida, fundaria ou ajudaria a fundar diversas instituições. Também nunca deixaria a atividade jornalística – seus artigos de imprensa totalizam centenas –, sendo colaborador de diários como o Estado de São Paulo e O Globo, além de participar de conselhos editoriais e escrever para revistas especializadas. Importantes em sua trajetória foram as revistas Scientia Iuridica, Reconquista (São Paulo) e Hora Presente. José Pedro Galvão de Sousa foi fundador da Faculdade Paulista de Direito, origem da atual Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, da qual foi vice-reitor. Na Faculdade Paulista de Direito foi catedrático de Teoria Geral do Estado. Foi professor também em diversas outras instituições universitárias, como a Universidade de São Paulo – em que atingiu o grau da Livre-docência –, a Pontifícia Universidade Católica de Campinas e a Faculdade de São Bento, e foi professor visitante de Filosofia Política na Faculté Libre de Philosophie Comparée, em Paris. No Brasil, fundou o Centro de Estudos de Direito Natural, que desde sua morte leva seu nome. Pertenceu Galvão de Sousa à Academia Paulista de Letras, ao Instituto dos Advogados, ao Instituto de Direito Social, ao Instituto Histórico-Geográfico de São Paulo, à Sociedade de Língua Portuguesa e à Academia Brasileira de Ciências Morais e Políticas, além de ser membro honorário da Real Academia de Jurisprudencia y Legislación, de Madri. Em 1949, Galvão de Sousa travou amizade com Francisco Elías de Tejada y Spínola, pensador espanhol, estudioso de Farias Brito. Elías de Tejada apresentou os autores tradicionalistas hispânicos – como Juan Vásquez de Mella, Antonio Asparisi y Guijarro e Enrique Gil Robles – ao amigo brasileiro, que já conhecia os teóricos do integralismo lusitano, principalmente António Sardinha. Galvão de Sousa tornou-se a partir daí o grande difusor do tradicionalismo político ibérico no Brasil. Na Europa, teve oportunidade de frequentar distintos centros culturais, conquistando a amizade de mestres como Michel Villey e Gonzague de Reynold. Da mesma forma, apresentou a Francisco Elías de Tejada distinguidos pensadores brasileiros da época, como Alexandre Correia e João de Scantimburgo. Uma breve nota biográfica não permite desenvolver as idéias jurídicas, políticas e filosóficas de José Pedro Galvão de Sousa, que já mereceram uma tese doutoral totalmente dedicada ao tema, de autoria do professor espanhol José J. Albert Márquez. Pelos títulos de alguns de seus livros, contudo, se pode ter uma noção dos temas que trabalhou Galvão de Sousa: O Positivismo Jurídico e o Direito Natural (1940) Conceito e Natureza da Sociedade Política (1949) Formação Brasileira e Comunidade Lusíada (1954) História do Direito Público Brasileiro (1962) Da Representação Política (1971) O Totalitarismo nas Origens da Moderna Teoria do Estado Um Estudo sobre o “Defensor Pacis” de Marsílio de Pádua (1972) O Pensamento Político de São Tomás de Aquino (1980) Dicionário de Política (1998, póstumo) Merece uma menção especial o Catecismo que o pensador paulista escreveu para seus filhos, Para conhecer e viver as verdades da fé (1982) (Wikipedia)

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    13 Seguidores

    José Pedro Galvão de Sousa