Sala de armas -

    Nélida Piñon

    Record
    2025
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788501921475
    Português Brasileiro

    <b>Nélida Piñon revisita os labirintos da memória e da identidade nos dezesseis contos marcantes de <i>Sala de armas</i>, obra essencial da literatura brasileira, agora em nova edição.</b> <i>Sala de armas</i>, de Nélida Piñon, não é um paiol ou depósito que abriga baionetas, fuzis, metralhadoras, granadas ou qualquer outro armamento de guerra. O poder bélico de Nélida é a palavra, e nesta <i>Sala</i> está sua artilharia pesada, que envolve o amor, o poder, a crueldade, a violência, a tristeza, a poesia, o grotesco, o triunfo da mulher, a ternura, a alegria, o erótico, os conflitos humanos. É nesse ambiente de força centrípeta que a escritora convoca o leitor a dialogar e duelar consigo. Nas dezesseis histórias aqui reunidas, Nélida utiliza com maestria sua linguagem perturbadora de condensada beleza que atinge com rara precisão o coração de quem enfrenta suas linhas. Nesses contos que fascinam, temos a promiscuidade e a redenção reunidas; o sultão que, diante da escravidão do poder, se debate com a insuportável liberdade do pássaro; as metamorfoses de Eleusis, que “tinha o hábito de morrer”; a filha única que rasteja como cobra. E Nélida impacta o leitor quando o texto busca subverter valores, tradições, convenções, e não obedece às pautas sociais, como no conto “Cortejo do Divino”, em que a exaltação do amor desafia a ira de toda a cidade e o homem termina por arrancar os próprios olhos com um garfo. O conto “A colheita”, por sua vez, é considerado por Miguel Sanches Neto “uma das obras-primas da literatura de língua portuguesa”. E temos ainda a poética de “Luz”: “Luz era de bronze. Derretia quando eu lhe dizia minha Luz. Minhas palavras eram seu encanto, ela sempre confirmava. E eu lhe disse, amo-te, estou perdido em tuas cavernas.” Nélida Piñon é a encarnação do verbo com inesgotável poder de criação. “Há símbolos a decifrar, máscaras a revelar; o que encontramos é um exercício intelectual intenso, quase absorvente, mas sustentado por uma linguagem de rara precisão.” – <i>Clarín</i>. “Talento, imaginação e poesia são as constantes desses dezesseis contos.” – <i>La Nación</i>.

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    Adamastor 01/06/2025Resenhou um livro
    1.5 (Ruim)

    Ale tasgo de Grama, Ana?

    Comecei a sofridão com "Eita livrinho englostorado. Ô escrevimento mediocrósticalistôfabo. Estava guardado na fila. Prá quê eu fui começar?". Por causa de causos como "O causo do gigante Adamastor! Esse livrinho só vai e só foi em pequenas doses!". Na dôr do momento, penso que "Tem hora que isso mais parece papo de bêudebo, sem zoio e sem zorêia. A autora bem que mereceu ouvir marimbondos de fogo da boca do autor!". Ouvir Marimbondos de Fogo da boca do próprio autor: nesta eu me parabenizo a mim mesmo, porque essa foi a mais demais (bemais, cemais também)! "Como é difícil ler essa mulher, que deve ser prima irmã da concunhada da esfinge! Ou não, nessa vida ou nalguma outra encarnação!". E entonces eu asculto: Quem é essa croactante causticante criatura, que mais parece uma lixadeira rotacionando nas onze dimensões do éter, a desbastar a língua, o dicionário, os desafetos desafiantes, nas funduras e proeminências? Asculto ao cerrar do volume um rol de sucessos, mais com cara de boquinhas amealhadas no puro talento bem ligeiro, ou seria um parêntese dos tombos quela caiu a posteriori dos goles quela ingeriu? Nem vagamente perscruto, posto que estulto e subculto, uma pindóia do que até pode ser pura jóia, aquilo que o papel acabou aceitando. Um volume num sebo abandonado, inda que de próprio punho prela autografado, desde Miami, Flórida, USA, mas nunca aberto, nem jamais lido por certo! E por TOC me atribuí a pena de leer e leer! Que sofridão, meu desavidado leitor - melhor comer pimenta, pois essa dona, quem é que aguenta? Nem as carpas a entendem, o sentido escorregou pelas escarpas, foi famosa de fogo fátuo, me levou a negrasteias penumbrentas de fazer bode alpinista tropicar na barbicha. Que nojo. Que D'us a tenha na sua enorme compaixão.

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