“Maior prisão do mundo” é o termo escolhido por Ilan Pappe para descrever os territórios ocupados por Israel na Palestina, conhecidos como Cisjordânia e Faixa de Gaza. Nessas áreas que restaram ao povo palestino depois da Guerra Árabe-Israelense de 1967, também conhecida como Guerra dos Seis Dias, o Estado sionista colocou em prática detalhados planos de controle territorial e populacional, elaborados anos antes, e que esperavam apenas a oportunidade de serem implementados. Após o conflito, em que anexou também a Península do Sinai egípcia e as Colinas de Golã sírias, Israel aproveitou para rasgar definitivamente o Plano de Partilha aprovado pela ONU em 1947 — que já oferecia aos recém-chegados a maior parte do território, embora sua população fosse inúmeras vezes menos que a palestina. Daí que os colonizadores, no melhor estilo colonial, tenham visto a necessidade de “administrar” esse contingente nativo, selvagem, bárbaro, criando a maior prisão do mundo. Neste livro, o renomado historiador israelense Ilan Pappe explica detalhadamente como isso aconteceu, das mesas de planejamento sionistas ao regime de apartheid, humilhação, vigilância, repressão e morte observado no dia a dia dos palestinos confinados na pequena porção que lhes restou da própria terra — agora transformadas em campo de extermínio, como vemos todos os dias.





