Faust I -

    Goethe

    Oxford World Classics
    2008
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9780199536214

    This new translation, in rhymed verse, of Goethe's Faust--one of the greatest dramatic and poetic masterpieces of European literature--preserves the essence of Goethe's meaning without resorting either to an overly literal, archaic translation or to an overly modern idiom. It remains the nearest "equivalent" rendering of the German ever achieved. The legend of Faust grew up in the sixteenth century, a time of transition between medieval and modern culture in Germany. Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) adopted the story of the wandering conjuror who accepts Mephistopheles's offer of a pact, selling his soul for the devil's greater knowledge; over a period of 60 years he produced one of the greatest dramatic and poetic masterpieces of European literature. David Luke's recent translation, specially commissioned for the Oxford World's Classics series, has all the virtues of previous classic translations of Faust, and none of their shortcomings. Cast in rhymed verse, following the original, it preserves the essence of Goethe's meaning without sacrifice to archaism or over-modern idiom.

    Edições (8)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (9)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (70)Ver mais
    Filipe Quevedo picture
    Filipe Quevedo13/01/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um pacto sem sangue

    Sendo um dos poucos espécimes mais famosos de poesia épica que me faltava ler, escolhi já adentrar 2026 com o canônico Fausto, que para mim foi bastante diferente de todos os outros épicos que desbravei. A começar por assumir uma estrutura teatral, fato que retira de cena (com o perdão do trocadilho) a figura de um narrador universal, uma vez que a narrativa se desenvolve por interações diretas de seus personagens através de diálogos. Antes porém de seguir adiante, é preciso deixar claro que todas as minhas observações abaixo podem derivar de compreensões deficientes e até equívocos interpretativos, dada a dificuldade inerente da leitura. Portanto, preservam impressões pessoais restritas. Por último, consideram somente a Parte I de Fausto. Dito tudo isso.... Em virtude de conhecimentos culturais gerais, sempre acreditei em determinadas ideias a respeito da história dessa figura chamada Fausto. Achava que iria encontrá-las em grande medida na consagrada poesia teatral de Goethe. Pensava, por exemplo, que o pacto fosse facultar a Fausto sua almejada sabedoria, conhecimentos profundos sobre a vida, o universo e tudo mais. Erroneamente imaginava encontrar um retrato de uma longa vida de fruição de riquezas materiais abundantes e o gozo de prazeres físicos, até finalmente seu tempo esgotar e sua alma ser usurpada. Recheando isso tudo, principalmente supunha haver profundos desenvolvimentos ao redor de temas humanos universais. Pode ser que tais expectativas tenham atrapalhado minha experiência com a obra; fato é que, em verdade e na realidade, o que encontrei (e o que não encontrei) me desapontou um tanto; ao final, em comparação com outros, considero Fausto parte I talvez o poema épico mais raso que li até hoje. O que não necessariamente diz mais dele quanto diz dos outros. Metamorfoses é uma pluralidade de significações humanas universais; Iliada e Odisseia é a base formal, mítica e cultural do ocidente; a Eneida também se insere no movimento de Homero; a Comédia de Dante é um conjunto de cenários e imagens épicos que moldaram parte do entendimento (mesmo que não religiosamente canônico) sobre Inferno, Purgatório e Paraíso. O que sobra para o Fausto? O que me pegou especialmente foi não encontrar o desenvolvimento aprofundado, repito: o desenvolvimento aprofundado, de grandes questões humanas universais. Isso é importante: obviamente que a trama de Fausto, tal como é e com os atributos e virtudes que tem, implicitamente fomenta reflexões como essas; meu ponto é que elas não ganham relevantes desenvolvimentos explícitos e minimamente trabalhos no corpo do poema. Foi impossível não comparar o Satã de Paraiso perdido com Mefistófeles. Sata e Adão discutem, com certa profundidade, sobre questões de cunho teológico e filosófico, coisa que me parece ficar à margem entre Fausto e Mefisto. Aliás, Mefisto não é muito assustador ou perverso. Embora seja influente sobre Fausto (muito por conta da passavidade do protagonista) raramente apresenta grandes discursos sedutores e persuasivos (ao contrário do Satã de Milton que assume essas duas características tão caras a uma figura que representa o diabo). Suas maldades não se destacam como tão diabólicas assim. Suas ações orbitam principalmente entre imoralidades e heresias. Ainda que determinadas coisas terríveis aconteçam, a participação decisiva de Fausto nelas, enfraquece bastante a conotação maléfica que Mefisto teria caso fosse o agente exclusivo. Para mim, Mefistófeles como personagem não chega aos pés do Satã de Milton, sobretudo enquanto personalidade e complexidade psicológica. Outra coisa que me incomodou foi que muitos acontecimentos absolutamente relevantes para o desenrolar da história acontecem fora da narrativa, isto é, não é narrado no corpo do poema. De uma cena para a outra eventos acontecem por detrás das cortinas. Não fossem os textinhos trazidos pela editora 34 antes de cada cena, sabe-se lá o grau de comprometimento da leitura. Senti também alguma ausência de coesão, isto é, continuidade entre algumas cenas. O maior exemplo é sem dúvida aquela intitulada Sonho da Noite e Valpurgis ou As bodas de ouro de Oberon e Titânia, cena essa que soa algo deslocada no conjunto total. Quem sabe isso seja em função de que várias das cenas foram escritas em diferentes momentos ao longo da vida do autor, portanto com espaçamentos temporais grandes; décadas às vezes. Sobre edições: Minha leitura foi feita cotejando as traduções publicadas pelas editora 34 e editora Autêntica, respectivamente com autoria de Jenny Klabin Segall e João Barrento. Em alguns trechos tive preferência pelo texto da 34 e tantos outros julguei melhor o texto da Autêntica. De maneira ampla e geral, gostei mais da tradução de João Barrento. Porém, a edição da 34 traz recursos que a tornam mais completa, como as notas de rodapé, item fundamental quando se trata de poemas épicos.

    45 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 928
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%