Guerra em surdina -

    Boris Schnaiderman

    34
    2025
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9786555252453
    Português Brasileiro

    Mestre de gerações de pesquisadores e tradutores de literatura russa no Brasil, Boris Schnaiderman, na juventude, tomou parte ativa na campanha da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, lutando na Itália contra as forças do nazifascismo. O relato dessa experiência que o marcaria pelo resto da vida está em <i>Guerra em surdina</i>, publicado pela primeira vez em 1964. Combinando narração em primeira e terceira pessoa, passagens de diário e fluxos de consciência, este livro incomum detalha como poucos a crise de valores provocada num indivíduo pela chamada “névoa da guerra”. Ao mesmo tempo, conta com objetividade o percurso do primeiro escalão da FEB, desde seu desembarque em Nápoles em 1944 até a euforia da vitória no norte da Itália no ano seguinte. As hierarquias do exército, o convívio com os norte-americanos, o desamparo da população italiana, os abismos de classe, de raça, de gênero e, sobretudo, o estado de ânimo dos pracinhas — seja no início da campanha, seja em momentos cruciais da guerra, como na árdua tomada de Monte Castelo —, tudo isso é descrito por um olhar sensível e questionador. Esta edição incorpora a última revisão feita em vida pelo autor e traz fotos inéditas da guerra, de sua coleção pessoal, e um posfácio da psicanalista e cineasta Miriam Chnaiderman, que comenta o processo de escrita de <i>Guerra em surdina</i> enquanto faz um retrato lúcido e afetuoso do homem e do intelectual Boris Schnaiderman.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (6)Ver mais
    Eduardo picture
    Eduardo13/12/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O homem comum na guerra

    A Segunda Guerra sobre o olhar da Força Expedicionária Brasileira. Porém, não o olhar de oficiais e políticos com suas pomposidades e discursos inflamados, mas do cidadão comum, paisano, convocado - em sua maioria de forma obrigatória. Em outro país, destruído e com a morte tão próxima, os medos, as angústias, as privações, o preconceito, a saudade. E para lidar com tudo isso, a banalidade, o conformismo, a ironia, o desprezo. Saem da ditadura varguista para lutar pela liberdade e pela democracia contra os fasces e os nazis em solo europeu, voltam para o Brasil como heróis num afã popular inimaginável. Por pouco tempo. A ditadura tupiniquim se vai, mas a sociedade e mesmo os "novos" políticos ainda são os mesmos, e logo a glória passa e a pobreza, a desigualdade e a burocracia voltam à vida dos homens que conseguiram voltar da guerra. Afinal, lutaram pelo quê?

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 68
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%