Escolhi esse título para cumprir um desafio. A história de Zevin traz não uma novelização ou uma inserção, mas um exemplo de como jogos virtuais eram produzidos no início da década de 80 quando alguns grandes clássicos como Doom e SimCity foram feitos e a únicas coisas necessárias eram a criatividade e algum conhecimento de programação. Sadie e Sam são a dupla que carrega a história e as melhores partes são justamente sobre o processo de criação um jogo. Para os fãs e nostálgicos como eu, é possível visualizar com facilidade os gráficos e mundos mencionados na escrita. Porém, a autora em alguns momentos parece se lembrar dos personagens que carregam a história e e que são supostamente reais. O resultado são alguns desenvolvimentos atirados a esmo que não possuem suficiente exploração para se justificarem - é uma manipulação sem vergonha de alguns momentos e características passadas pelo ditos "Millenials". Há várias referências a história desse nicho como os massacres que tentaram usar a violência dos games como justificativa e uma franca zombaria da atual cultura do "cancelamento da apropriação". Vai agradar os fãs, mas pode ser entendiante para o simples leitor curioso. Fica a dica.



