Os Muckers : Episódio histórico ocorrido nas colônias alemãs do Rio Grande do Sul (Edições do Senado Federal #32) - Die Mucker

    Padre Ambrósio Schupp S. J.

    [Brasília] Senado Federal Centro Gráfico
    2004
    329 páginas
    10h 58m
    ISBN-13: 9788574312262
    Português Brasileiro

    Os fatos narrados no volume também repercutiram na Alemanha. Como diz o prólogo da 2.ª edição, o volume, “publicado em milhares de exemplares, desapareceu logo do mercado e foi lido e espalhado com verdadeiro alvoroço”. Seu autor, o padre, escritor e historiador alemão Ambrósio Schupp – que escreveu originalmente o livro em alemão, mais tarde traduzido por um brasileiro –, debruçou-se sobre documentos, arquivos, autos do processo, inquéritos instaurados pela polícia e abundante noticiário dos jornais da época para reconstituir a saga sangrenta da seita dos Muckers e da fanática religiosa Jacobina Mentz Maurer. Muitos dos participantes do evento ainda estavam vivos e o padre pôde entrevistá-los. O livro é tão bem escrito e desenvolve com tanto cuidado e tensão dramática, que o leitor alemão do seu tempo acreditava estar diante de um romance. Contudo, o padre Ambrósio, preso aos fatos, não acrescentara um só dado ficcional. Padre Ambrósio Schupp, S. J. (Montabaur, 1840 — Porto Alegre, 1914) foi um sacerdote jesuíta, educador e escritor teuto-brasileiro. Schupp era poliglota, sendo conhecedor dos dialetos frâncicos, inclusive do Riograndenser Hunsrückisch falado ainda hoje por milhares de pessoas no sul do Brasil; além disso, o alemão clássico, o Hochdeutsch, o português, o espanhol, e o latim, entre outras. Formado na Universidade de Würzburg, chegou ao Brasil em 10 de outubro de 1874, quando a Revolta dos Muckers chegava ao fim. Instalou-se inicialmente em São Leopoldo e depois em Porto Alegre. Foi diretor do colégio Senhora da Conceição, em São Leopoldo, ao mesmo tempo que era pároco de capelas em São Leopoldo, Hamburgerberg, Lomba Grande, Sapiranga e Mundo Novo.[1] Em 1901, foi nomeado diretor do Seminário Episcopal. Em 1904, transferiu-se para Rio Grande, onde foi diretor do colégio jesuíta da cidade e depois para Pelotas, onde foi professor no Ginásio São Luís. ==== [PDF "Os Muckers" https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/1093/710311.pdf

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    Ricardo Figueiredo01/12/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Ciclo Histórico da Humanidade — A Vacina é Necessária

    Uma e outra vez a história tende a nos revelar pessoas que seguindo um determinado tipo de equação mental, tenta impor sua autoridade sobre outros usando como artifício premissa como: "somos nós, estamos aqui, porque todos nós, pois fomos escolhidos, estamos certos de quê, entre outras...". Sempre isso se desembarca numa cascata de eventos que finda por resultar numa espécie de Totalitarismo. Em Ferrabrás não foi diferente. Este livro é — dentre tantas outras coisas — um registro histórico do surgimento do Totalitarismo em sua forma micro-social. Os fundamentos permanecem intactos. O amálgama com o religare permanece desassociável. As promessas de uma espécie de "comunismo seletivo" (apenas entre os seus) parece ser essencial para que haja o movimento totalitário. E o horror, o rastro de sangue e de crueldade são sempre os marcadores de páginas destas manifestações na história da humanidade. Ambrósio deixa-nos uma reflexão importante: "De quê, com tudo, é capaz uma mulher, quando se acha entendida em desenfrear as paixões do mundo masculino e em imprimir, além disso, ao crime o caráter do culto divino?! Tinha-o entendido Jacobina. Conseguira-o, baseando-se na palavra da Sagrada Escritura. O livro, que a Divina Providência deu de presente à Humanidade, para na vida terrena servir a esta qual mina de ouro de ensinamentos práticos, constituindo-se numa fonte de consolação celeste no sofrimento e num guia seguro na senda à pátria eterna, tinha-se feito em sua mão uma espada de dois gumes que, em primeiro plana, vertera em ruína daqueles que por ela se tinham deixado alucinar e, depois, na destruição dela própria. Mas ,infelizmente, agora tudo isso termina, e conceda Deus que nunca mais um golpe idêntico faça extremecer a paz...". Mal sabia ele que os acontecimentos em Ferrabrás mais pareciam um laboratório do Diabo. E que a humanidade iria repetir, em proporções ainda mais diabólicas, o fundamentalismo totalitário experimentado em Ferrabrás. A história do Ferrabrás é pouquíssima comentada hoje em dia. Esquecer de tomar as devidas vacinas pode acarretar no retorno, ainda mais letal, da enfermidade — "Recordar é Viver".

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