O planeta do exílio (Ciclo de Hainish #2) -

    Ursula K. Le Guin

    Morro Branco
    2025
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9786560990609
    Português Brasileiro

    <b>NA TERRA ONDE O INVERNO É QUASE ETERNO, O EXÍLIO FLORESCE EM SILÊNCIO E DESCONFIANÇA.</b> Enquanto o planeta Werel entra em seu longo inverno, tensões desgastam as relações entre suas duas populações: os foviali nômades nativos e a colônia de terranos perdidos. Entretanto, os dois povos compartilham não apenas uma herança genética, mas também inimigos em comum. Será que unirão suas forças ou serão aniquilados? Landin, uma colônia da Terra, está ilhada em Werel há dez anos — e cada ano de Werel equivale a mais de sessenta anos terrestres! Depois de um exílio tão longo, o assentamento humano, solitário e em declínio, começa a sentir o desgaste. Todo inverno — uma estação que dura uma década e meia — os terranos ganham como vizinhos os foviali humanoides, um povo nômade que só se assenta para a temporada de frio cruel. Os foviali temem os terranos, a quem consideram bruxos, e a quem chamam de distantinos. Mas os dois povos têm inimigos em comum: as hordas de bárbaros saqueadores chamados gaal, e os ghouls das neves, predadores sinistros.

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    Lucas Andrade11/03/2026Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Sagaz

    Mais um livro do Ciclo Hainish, que mostra um planeta esquecido, anos após os acontecimentos de O Mundo de Rocannon, onde povos vivem em conflito e um grupo de pessoas permanece exilado, esperando por um resgate que pode nunca acontecer. É uma ficção científica, com uma centelha de romance e diversas discussões sobre identidade, preconceito e pertencimento. Em um planeta onde as estações parecem durar para sempre e um inverno longo começa, dois povos vivem próximos e distantes ao mesmo tempo. Uma colônia de terráqueos se estabeleceu ali e está definhando com o passar das gerações, enquanto espera que a Liga os alcance novamente. Já os habitantes originais do planeta, chamados Tevar, nutrem certo preconceito pelo povo que chamam de distantinos, mas acabam precisando unir forças contra um inimigo comum que se aproxima com o frio. O livro é mais maduro que o anterior, e achei a escrita bem mais elaborada, mantendo os mesmos toques de ficção científica e fantasia do livro anterior. Além disso, faz algumas menções a Rocannon e conecta as duas histórias no tempo, esta se passando séculos depois, carregando elementos já apresentados, mas funcionando muito bem de forma independente. O conceito central aqui é a adaptação e a convivência, além do choque cultural, já que, para cada um dos povos que vive naquele planeta, as diferenças falam mais alto, tornando-os “alienígenas” uns para os outros. Toca em temas muito pertinentes e consegue abordar bem questões como harmonia, compreensão do outro e união. Gostei dessa pegada mais filosófica, tão característica da autora, e de como ela foi trabalhada aqui. O livro abre portas para outros acontecimentos da Liga e mostra como essa exploração espacial e a batalha contra um inimigo desconhecido e perigoso foram afetando planetas e civilizações diferentes. É muito bem escrito, com diálogos afiados, personagens de ambos os povos que vão se aproximando e revelam como cada lado precisa superar obstáculos para o convívio comum. Uma ficção espacial com muitas camadas, aventuras e uma história de amor.

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