Rituais de morte se espalham pela cidade de Curitiba e cabe ao Investigador da Homicídios, Flávio Patrezzi, com a ajuda imprescindível de seu consultor, Alexandre Matsui, impedir a propagação do horror causado pela Alcateia. Garotos somem de dentro de suas casas e os únicos rastros são os cadáveres de seus familiares, mutilados e marcados a fogo. Mas quem disse que os mortos não podem ser interrogados? Acompanhe a perseguição aos responsáveis por estes crimes bárbaros numa caçada que os levará aos corredores labirínticos do próprio Inferno.
Resenha do livro "A alcateia"
Título Original: A alcateia Autor: Glauco J. S. Freitas Ano: 2019 Editora: Pendragon Páginas: 228 * Obra gentilmente cedida pela editora. A alcateia é uma obra que irá te surpreender pelo teor que essa história nos apresenta. É um romance policial, com toques sobrenaturais que juntos irão criar um clima aterrorizante e eletrizante. Esqueça a corriqueira e tediosa perseguição de polícia e bandido, aqui a coisa é bem diferente. A história se passa em Curitiba, onde jovens estão desaparecendo misteriosamente e após algum tempo são encontrados de forma bizarra. Suspeita-se que eles são submetidos a rituais satânicos e a partir daí o investigador Flávio Patrezzi, junto de seu auxiliar, o médium Alexandre Matsui dão início a uma árdua investigação e não irão imaginar o que lhes aguardam. Leitor, que obra é essa! O autor não poupou ação e terror. Além desses citados, também se encontra muito mistério e enigmas, te prendendo a todo momento com cenas inacreditáveis de se pensar se aquilo realmente está acontecendo. Em certas passagens me sentia como se estivesse assistindo o filme “Renascido do inferno”, de tão surreal que era tal ato. A boca estava aberta num sorriso maníaco de poucos e apodrecidos dentes onde uma língua gosmenta dançava enquanto os olhos leitosos pareciam querer saltar pareciam querer saltar para fora das órbitas”. Narrada em terceira pessoa, o livro possui um enredo muito fluído, em momento algum a história se torna arrastada ou parada, ao contrário a cada página lida, um novo acontecimento está a sua espera para te surpreender e te deixar atormentado. A presença de seres sobrenaturais faz com que você fique aterrorizado, mas curioso para saber o que acontecerá. O protagonista passa por mal bocados, ele sentiu em certos momentos aquele velho ditado na pele: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Como fiquei aflito em certos momentos, chegava até conversar com o livro “Ih, agora ferrou! Não tem como escapar”, mas o autor com todo seu talento na escrita, sempre conseguia inserir uma válvula de escape para ajudar o personagem. “Aquilo se arrastava na direção deles, então erguia um braço ou uma perna, que se dobrava, na costura feita com arame, e puxava-se desajeitadamente para frente”. E falando em personagens, os mesmos são poucos que aparecem na história, mas o suficiente para enfrentarem inúmeros seres sobrenaturais que os farão passar por situações bem trevosas e até conversar com o capiroto que apronta no final da história que me deixou arrepiado. Não posso terminar essa resenha sem falar na beleza que é essa obra. Além da bela capa, o interior da obra possui uma diagramação belíssima, com uma fonte muito confortável de se ler e uma ilustração incrível na folha de rosto. A editora Pendragon caprichou mesmo. “O caçador alcançou a faca no cinto de Patrezzi e arremessou. A lâmina penetrou fundo na cabeça da criatura. Mas não serviu nem para freá-la”. E se você é um apaixonado por histórias de terror e romances policiais, não sabe o que está perdendo, caso não leu ainda “A alcateia”, que vai muito além do que o coletivo de lobos, corra e garanta essa obra que irá te deixar atormentado, mas sem querer largá-la até ser finalizada, pois é uma narrativa viciante e fenomenal.
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