<b>Na aguardada continuação do best-seller <i>Viúva de Ferro</i>, Wu Zetian e seus aliados precisarão lidar com as consequências do poder recém-conquistado em meio à guerra.</b> Após sofrer perdas devastadoras e tomar decisões drásticas, Wu Zetian assume uma posição de poder em Huaxia. Mas ela logo aprende que o cenário não é exatamente o que parece, e revelações sobre um inimigo que faz de refém uma das pessoas que Zetian mais ama a obrigam a compartilhar poderes com um homem perigoso, que não vai permitir ser simplesmente destituído. Apesar de não se gostarem nem confiarem um no outro, os dois vão precisar unir forças para derrubar o inimigo em comum e alimentar uma revolução contra o sistema corrupto e misógino que atormenta o país ― mesmo tendo ideias muito diferentes sobre como derrubar o mal que assola Huaxia. No entanto, não é tão simples exercer o poder uma vez que ele é conquistado, nem é tão fácil controlar uma revolução depois que ela começa. À medida que a antiga elite de Huaxia dá início à retaliação e o clamor da população por justiça se transforma em sangue e paranoia, seguirá Zetian uma líder justa? Ou será forçada a fazer uso de medo e violência e sucumbir aos seus mais sombrios instintos na busca por vingança e liberdade? Na eletrizante sequência de <i>Viúva de Ferro</i>, Xiran Jay Zhao une ficção científica, fantasia e elementos da história chinesa para narrar a arrebatadora jornada de Zetian, que precisará se embrenhar por artimanhas políticas para consolidar seu poder e definir o futuro ― ou o fim ― de Huaxia.
Tiranos celestiais [ebook] (Viúva de Ferro #2) -
Xiran Jay Zhao
Heavenly Tyrant
O livro até tenta, mas se perde no meio do caminho. Zetian ainda tem sua fúria e ares de protagonista inquebrantável, mas suas decisões parecem cada vez mais impulsivas e menos calculadas (apesar dos diversos tutores tentando ensiná-la sobre estratégia, economia, combate, política etc). Qin Zheng, o novo imperador saído do congelador, tinha potencial para ser um personagem fascinante, mas fica em segundo plano durante boa parte da história. Já Yizhi? Um desserviço! Difícil acreditar que a mesma autora que nos entregou uma dinâmica poliamorosa instigante no primeiro livro tenha resolvido jogá-la para escanteio agora. Shimin aparece pouquíssimo, e quando aparece bom, digamos que ele está em condições duvidosas. O final? Maluquice atrás de maluquice! A trama se enrosca num emaranhado de política e economia que não convence, enquanto personagens queridos do primeiro livro são relegados ao esquecimento. A autoconfiança de Zetian se transforma em arrogância, e a história parece se perder na tentativa de transformar seu discurso em algo maior do que consegue sustentar. A escrita continua truncada, agora agravada por um festival de referências anacrônicas que quebram a imersão. Além disso, o livro não confia no leitor: os discursos sobre revolução e luta de classes são tão repetitivos que soam como panfleto político em vez de narrativa. Zetian, que antes era uma protagonista feroz, agora parece se apaixonar por qualquer um que passe cinco minutos com ela e a desculpa de que isso é estratégia de manipulação não convence. A abordagem de sua deficiência também oscila: às vezes ela mal consegue se mover, às vezes se recupera de ferimentos impossíveis num piscar de olhos. E para um livro que deveria ser sobre mechas gigantes e batalhas épicas, a escassez de combates é uma decepção. No fim das contas, Heavenly Tyrant quer ser muita coisa, mas não executa nenhuma delas direito. O que era para ser uma sequência grandiosa se perde em discursos intermináveis, romances forçados e reviravoltas que desafiam a lógica. As discussões filosóficas arrastam o ritmo, os momentos de ação ficam esparsos, e a reviravolta final é puro delírio. Resta saber se a autora vai conseguir juntar os cacos na sequência, porque, do jeito que está, o próximo livro vai precisar de um milagre para colocar essa história de volta nos trilhos. Vale a leitura para quem amou Iron Widow e quer ver onde a história vai parar, mas se você esperava algo à altura ou melhor , melhor baixar as expectativas.
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