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    O Nome do Vento (Crónicas do Regicida #1) -

    Patrick Rothfuss

    Gailivro
    2009
    976 páginas
    1d 8h 32m
    ISBN-13: 9789895576715
    Português
    4.7
    26741 avaliações
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    Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho. Book Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=qZaU5Tsh2sc

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    Joseilton de Lima Correia21/09/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A essência e as palavras.

    Michel Focault escreveu em seu fantástico livro As Palavras e as Coisas a seguinte máxima: O Homem é uma invenção cuja recente data a Arqueologia do nosso pensamento mostra facilmente. E talvez o fim das barreiras que prendem a sua liberdade criativa estejam próximas do fim. Se estas disposições viessem a desaparecer tal como apareceram (...) pode-se apostar que o homem desvaneceria, como na orla no mar, um rosto na areia." Ao ler "O Nome do Vento" o nome de Focault surgia na minha mente em vislumbres constantes. Focault foi responsável por uma mudança significativa no modo de pensar do Séc. XX apoderando-se da máxima de que "tudo tem um nome" e a partir do momento em que voce à nomeia ela ganha vida, ganha poder. Foi isso que Patrick Rothfuss fez! Deu nome, corpo, vida e alma por sua ideia e escreveu sem sombra de dúvidas, o melhor livro de literatura fantástico-medieval que eu leio depois das grandes obras de Tolkien. É um livro profundo, filosófico e apaixonante, que desperta no leitor a sensibilidade de se apaixonar pela vida de trupe dos Edena Ruh, pelas canções, pelas paisagens deslumbrantemente descritas e por uma narrativa rica, forte, que faz com que a nossa mente divague por um mundo criado com capricho e determinação. Kvote também me faz lembrar de Focault... Um garoto de uma sensibilidade surreal, que absorve tudo ao seu redor com uma facilidade monstruosa, que tem uma sede de busca insaciável e que entendeu assim como o grande filósofo que o mundo ao seu redor pode ser redefinido através das palavras. Kvote é a imagem de seu pai, um grande músico que perdeu a vida no momento em que ele fez das palavras uma flecha certeira, que quebrou um dos paradigmas mais fortes do livro: Afinal, o que é o Chandriano? Não quero tirar a sua surpresa e a sua emoção falando aqui da vida dura e dificil que Kvote leva depois que perde os seus pais. É algo forte demais para que voce se prenda apenas ao meu olhar. Mas, devo dizer que a cada página que virava eu parava pra pensar e me via em muitas situações daquelas, seja na pele de Kvote ou no lugar daqueles que contribuíam para a sua miséria. Acompanhar sua chegada a universidade é algo emocionante, o seu sonho de encontrar uma biblioteca, a ânsia de responder todas as suas perguntas, e o imenso dever de aprender. E assim a vida de Kvote é descortinada aos nossos olhos, uma figura que entendeu o significado das palavras na pele, que usava o dom das palavras da melhor forma que alguém pode querer, e que mesmo tudo o que nos foi apresentado até aqui sejam apenas lembranças do proprio Kvote, eu tenho a esperança e a expectativa de que ele ainda voltará a entrar em ação, para novamente dar corpo a todas as histórias que contam sobre ele, sejam elas reais ou não. Com um livro de estreia arrebatador, Patrick Rothfuss me fez desejar a continuação da sua obra enlouquecidamente. Espero que junho chegue rápido, para que o segundo dia dessas histórias nos dê o deleite que esperamos. Por fim, irei abusar de vc que chegou até aqui para compartilhar o pensamento que tive assim que terminei de ler a página de número 656: O presente não se detém. Não podemos imaginar um presente puro, pois ele não teria o mínimo valor. O presente sempre tem uma partícula do passado e outra do futuro. Portanto, nós somos seres cambiantes e permanentes! Somos algo que temos o mistério como essência, e esse mistério só pode ser revelado e compreendido por aqueles que mergulham em suas lembranças e trazem a tona os verdadeiros significados de seus sentimentos. Como seria o homem sem a sua memória? Como seria viver sem o ruído constante de nossa mente maturando os nossos segredos? A nossa memória é quem dita o que somos no presente e o que nos tornaremos no futuro!

    633 curtidas

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