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    O Faraó Mernephtah (Romance do Antigo Egito) -

    Wera Krijanowskaia, J.W.Rochester (espírito)

    Ed do conhecimento
    2000
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-10: 8576180375
    Português Brasileiro
    4.3
    224 avaliações
    Leram494Lendo33Querem334Relendo2Abandonos11Resenhas16
    Favoritos20Desejados334Avaliaram224

    A atualidade ressalta aos nossos olhos tudo o que o passado construiu. O homem é instrumento divino de transformação, usufruindo e sofrendo os resultados de suas manobras. Cada ato, pensado ou não, é um movimentador de forças que podem abalar as estruturas de nações inteiras. Nesta obra, Rochester revela o teor oculto da carta de alforria ansiada pelos líderes do povo hebreu, em que a cláusula principal não era a liberdade com dignidade, mas a liberdade à custa de sacrifícios incalculáveis para todos, sob a sombra da vaidade e da ambição dos seus mentores. Aqui, acompanhamos o processo doloroso, não do nascimento de uma nação de eleitos, mas de um ato cirúrgico, frio e calculado, para extrair um povo do meio de outro. Através das páginas de O Faraó Mernephtah, é possível perceber uma nova visão de um acontecimento que foi apresentado pela educação religiosa como um fato acabado, reforçando a importância de repensar sempre e analisar mais atentamente velhos conceitos. Belíssima narrativa; enorme aprendizado

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    Resenhas (16)Ver mais
    José Geraldo Veloso picture
    José Geraldo Veloso25/02/2012Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Os dois últimos parágrafos resumem tudo: Os monumentos egípcios silenciam essa época de subversão e desgraça nacional, e o que a Bíblia relata sobre Moisés foi escrito por seus irmãos hebreus, parciais e animados unicamente do desejo de exaltar a grandeza do seu povo. Não obstante, nesse relato, o leitor atento encontrará elementos para retratar o verdadeiro Moisés, grande legislador e homem de gênio, porém mau, arrebatado, ambicioso, inescrupuloso, que usurpou a direção de um povo sobre o qual nenhum direito tinha: dum povo que ele não estimava, antes, detestava e de que se serviu para ferir o Egito e erguer um trono para sí próprio. É verdade que pregou a existência de um Deus único e pelos Dez mandamentos estableceu uma base para o futuro edifício da cristandade, mas também lhe pertencerá a responsabilidade de ter feito do Criador do Universo, do Ser infinitamente grande, sábio e misericordioso, o Deus parcial, vingador e sanguinário do Velho Testamento.

    7 curtidas

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    4.3 / 224
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    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia profile picture

    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia

    Sobre a vida de Wera Ivanova Krijanowskaia (ou Krijanowski, como ficou conhecida no idioma francês), têm-se escassas informações. O tradutor de "A Vingança do Judeu" para o idioma português relata, no prefácio da obra, que o espírito de Rochester escolheu e preparou a médium desde a infância, afim de cumprir a tarefa de propagação das verdades espirituais que o Espiritismo divulga e esclarece. Ambos estiveram juntos em várias encarnações. Relata também que Wera era jovem, filha de família russa muito distinta e que não obstante ter recebido uma sólida instrução no Instituto Imperial de São Petersburgo, não se aprofundou em nenhum ramo de conhecimentos. Segundo revistas europeias, sua mediunidade "consistia, principalmente, da escrita_mecânica, cujo automatismo lhe era tão peculiar que sua mão traçava as palavras com uma rapidez vertiginosa e uma inconsciência completa das ideias, narrando acontecimentos históricos desde épocas bastante remotas, com rara minúcia, beleza e autenticidade. Um senhor polonês que conheceu pessoalmente a médium relatou, há muitos anos, que ela foi rica e tinha até secretária. Encontrou-a, certa manhã, a recolher imensa quantidade de folhas de papel, ajudada pela secretária, inclusive caindo pelas escadas, repletas de palavras em péssima caligrafia, que ela havia escrito durante a noite toda em completo estado de inconsciência ou sono profundo. Wera não se lembrava de nada e colocava as folhas em ordem, decifrando o que estava escrito. Esse mesmo senhor viu Wera na miséria percorrendo as ruas e perguntando às pessoas se conheciam seus livros, tentando reeditá-los. Seu intento fracassou e sua filha faleceu de tuberculose, sob o rigoroso inverno eslavo, em tempos de fome e revolução. Entre 1885 e 1917 psicografou 51 romances assinados pelo espírito John Wilmot Rochester, dos quais alguns dos mais conhecidos em língua portuguesa são "O Faraó Mernephtah" e "O Chanceler de Ferro".

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    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia