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    A Passagem (A Passagem #01) -

    Justin Cronin

    Arqueiro
    2010
    816 páginas
    1d 3h 12m
    ISBN-13: 9788599296820
    Português Brasileiro
    4.4
    4139 avaliações
    Leram6010Lendo490Querem6061Relendo26Abandonos427Resenhas336
    Favoritos827Desejados6061Avaliaram4139

    Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas. Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno. Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes superpotentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente. Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros. Com uma narrativa tensa e bem-estruturada, Justin Cronin constrói personagens de complexidade psicológica surpreendente. Na transição do mundo que conhecemos para um que não poderíamos imaginar encontra-se uma humanidade sitiada pelos próprios erros.

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    Resenhas (336)Ver mais
    Lucas de Lima Rocha picture
    Lucas de Lima Rocha22/09/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resident Passage?

    De uns tempos para cá, o mercado editorial de ficção especulativa (que engloba fantasia, ficção científica, terror e outras ótimas bizarrices) vêm crescendo de uma forma assustadoramente boa. Grande parte desses lançamentos tem um público-alvo específico: geralmente jovens, dos seus doze aos dezesseis anos, que ainda estão se acostumando com a literatura e querem ver coisas que despertem o seu interesse imediato. Aí entram vampiros que se apaixonam, manuais de sobrevivência para se adequar a um mundo de zumbis, escolas de bruxos, anjos versus demônios, etc, etc e etc. No meio de todos esses livros com adolescentes cheias de amor pra dar e hormônios a flor da pele, talvez o livro A Passagem tenha passado despercebido. Não sei exatamente por qual motivo não se falou muito sobre esse lançamento. Talvez seja sua capa, que mais parece uma continuação do livro A Cabana do que qualquer outra coisa; ou quem sabe a sua tímida divulgação por parte da editora Sextante; ou ainda por não se adequar exatamente a esse mercado adolescente que já mencionei. O livro tem tudo para fazer sucesso: um enredo interessante, comentários positivos de autores consagrados como a recomendação do mestre do terror Stephen King logo na quarta capa do livro e um texto fluido e cativante logo nas primeiras páginas. Vamos a ele: A Passagem (Editora Sextante, 2010, 815p.) se passa em um universo pós-apocalíptico, onde um grupo de sobreviventes tenta conviver em harmonia com um mundo hostil e infestado de vampiros. É isso o que diz a sinopse, mas essa é apenas a segunda parte dessa história. O livro, na verdade, começa de modo tímido e suave, desconstruindo um pouco a ação e a velocidade que a sinopse promete. Logo nas primeiras páginas, somos apresentados à garotinha Amy, a Garota de Lugar Nenhum, Aquela Que Surgiu, A Primeira, Última e Única, a que viveu mil anos (e não se preocupem que nada disso é spoiler, pois está logo no primeiro parágrafo do livro). Amy é uma menina rodeada de mistérios que logo se vê transformada na décima terceira e última cobaia de um projeto governamental denominado Projeto Noé, que consiste em analisar o comportamento de um vírus que, a princípio, trataria doenças e serviria como fonte da juventude para a humanidade. Para esse propósito, doze criminosos no corredor da morte (e Amy) são destacados para servirem de cobaias humanas. O vírus dá longevidade anormal, resistência a doenças, força e inteligência acima da média, mas possui efeitos colaterais, tais como hipersensibilidade a luz e um único ponto fraco localizado logo abaixo do esterno. Aí acontece o que todo mundo espera que aconteça: dá merda. As cobaias escapam e se espalham pelo globo, fazendo aquilo que mais gostam: caçar e infectar outros humanos. Pouco a pouco, Amy, na companhia do agente do FBI Wolgast, vê o mundo se transformar em um lugar perigoso e hostil à sobrevivência humana. Só então chegamos à segunda parte do livro (e lá se vão umas 300 ou 400 páginas): passam-se uma centena de anos e somos apresentados a uma colônia humana perdida no meio do nada, protegida por muros e eletricidade precária, prontas a atirar em qualquer vampiro que passe de certo ponto. Ou, como eles mesmo dizem quando se referem às criaturas, virais, saltadores ou fumaças. As denominações são variadas. Mas paro de falar no enredo por aqui para não estragar possíveis surpresas. Prefiro me ater ao que realmente interessa: afinal, A Passagem é um livro de qualidade? Merece ser lido? É original? Como os últimos serão os primeiros, vamos tratar primeiro da originalidade da trama: aos meus olhos pouco treinados, a sinopse me pareceu uma cópia em xilogravura de Resident Evil: (a Umbrella Corporation) o governo faz um experimento com um (T-vírus) vírus, ele foge ao controle e cria uma horda de (zumbis) vampiros sanguinários e sedentos por alimento. Uma garota chamada (Alice) Amy, no entanto, mantém todas as vantagens e poucas desvantagens de ser infectada. (o parágrafo acima foi feito com base nos filmes pela total inabilidade deste que vos fala em jogar algum jogo de zumbis até o fim) Apesar da falta de originalidade evidente, o livro, como já comentei, possui uma escrita agradável e fácil, daquelas que o leitor pega e só larga quando os olhos não aguentam mais ler. E grande parte desse cativo se dá por conta dos personagens: eles sim são cuidadosamente construídos e muito bem guiados pelo autor. Apesar de alguns servirem de figuração e serem mero gado de saltadores, os principais estão ali, com seus dramas e suas dúvidas, suas imersões e suas reflexões sobre o futuro, seus medos com o que está do outro lado do muro e de até quando conseguirão sobreviver sob aquelas condições precárias. Se você está procurando um livro que mude a sua vida e seja uma primazia de originalidade, talvez A Passagem te decepcione um pouco. Mas se você quer ler para se distrair, se empolgar com uns tiros e uns bons sustos literários, vale muito a pena desembolsar uma graninha por ele. P.S. Aos cinéfilos de plantão, fiquem ligados na cena em que o grupo assiste ao filme Drácula, de Ted Browning. Por ser o único filme disponível no acervo, o grupo que o assiste repete cada fala de cor, de começo rindo e levando pouco a sério, mas pouco a pouco imergindo no filme até que todos o estejam contemplando de forma total e absoluta. Uma das melhores cenas do livro, certamente.

    105 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 4139
    • 5 estrelas57%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
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    Justin Cronin

    Justin Cronin nasceu e foi criado na Nova Inglaterra. Concluiu a graduação em Harvard e hoje é professor da Rice University. Vencedor do PEN/Hemingway em 2002 com Mary and O’Neil, é também autor de The Summer Guest, lançado em 2004. Suas obras de ficção lhe renderam, ainda, os prêmios Stephen Crane, Whiting Writers’ e Pew Fellowship. A passagem, primeiro livro de uma trilogia, marca um novo momento em sua carreira e teve os direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela Fox 2000. A história chegará às telas com direção de Ridley Scott. Cronin mora em Houston, no Texas, com a esposa e os filhos.

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    Justin Cronin