Hegel (Os Pensadores #35) - A fenomenologia do espírito; Estética: a ideia e o ideal -e- o belo artístico ou o ideal; Introdução à história da Filosofia

    Georg Wilhelm Friedrich Hegel

    Abril Cultural
    1985
    392 páginas
    13h 4m
    Português Brasileiro

    Consultoria da introdução geral por Paulo Eduardo Arantes. 1. A fenomenologia do espírito [pref., intr., caps. I e II; 1807] ::: Hegel esclarece, no Prefácio, que a “Fenomenologia do Espírito apresenta o devir da ciência em geral ou do saber”. Iniciando o acompanhamento desse devir, mostra, na Introdução, que “somente o Absoluto é verdadeiro ou somente o Verdadeiro é absoluto”. E, nos primeiros capítulos dessa obra fundamental à compreensão de seu pensamento, o filósofo analisa a consciência, considerando-a nos níveis da certeza sensível e da percepção. 2. Estética: a ideia e o ideal - e - o belo artístico ou o ideal [1832/87] ::: Hegel discute vários aspectos e concepções da arte, mostrando que, “ao entrarmos no domínio da arte, colocamo-nos no ponto de vista do espírito absoluto”, pois, situado acima da naturez, o belo artístico pertence à esfera do ideal. 3. Introdução à história da Filosofia [1816] ::: Hegel mostra como a filosofia está intrinsecamente ligada a seu acontecer histórico, de tal modo que o estudo da filosofia acaba se confundindo com o estudo da história da filosofia. Esclarece ainda a relação existente entre filosofia e outras formas de saber (ciências particulares e religião). Finalmente, demonstra que o surgimento da filosofia depende da liberdade de pensamento, e esta, da liberdade política.

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    Clio23/05/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Se você chegou até Hegel, provavelmente veio atrás das raízes da teoria Marxiana. Nesse caso, o livro fornece dois textos que exemplificam a dialética (tese - antítese - síntese) que fundamentará a tese marxista do desenvolvimento pelo conflito: Fenomenologia do Espírito e Introdução a História da Filosofia. Os dois estão incompletos. A Nova Cultural preferiu dar espaço aos ensaios de Estética que compõe melhor a ideia magna de "O idealismo absoluto". Para Hegel, todo conflito pode ser resolvido através da criação de um modelo absoluto - seja ele político, econômico, psicológico, religioso ou filosófico. Então por que a arte? Porque ela sendo abstrata e idealista, transmite mais facilmente a proposta. Isso não quer dizer que seja uma leitura fácil. O autor salpica diversas referências e análises de caso em sua dissertação, mas é impossível ignorar o fato de que se trata de conceitos abstratos altamente complexos. Ainda assim, o esforço em seguir seu raciocínio é altamente recompensador. Como não poderia deixar de ser para os filósofos pós-século XIII, há também uma parte em especial para a crítica do modelo Kantiano, onde sem meias-palavras o autor discorda da limitação imposta ao pensamento pelo modelo. É interessante, contudo exige um pouco de conhecimento sobre o assunto. Enfim, a obra de Hegel é recomendação típica para aqueles que desejam se aprofundar nas teorias de Marx e Engels, porém pode ser acessado por sua própria riqueza. A edição da Nova Cultural traz uma pequena biografia, bibliografia e cronologia. É uma capa-dura de qualidade.

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