O Cânone Ocidental (Coleção Ponto de Leitura) - Os livros e a escola do tempo.

    Harold Bloom

    Objetiva
    2010
    750 páginas
    1d 1h 0m
    ISBN-13: 9788539000104
    Português Brasileiro

    Em O Cânone Ocidental, o respeitado ensaísta americano investiga a literatura do Ocidente, a partir de Shakespeare, passando por obras de Joyce e Beckett, examinando Tolstoi, Dante e Ibsen até chegar aos modernos, como Jorge Luis Borges, Pablo Neruda e Fernando Pessoa. É uma análise cuidadosa e provocativa, uma viagem ao mundo de escritores, dramaturgos e poetas que marcaram a cultura ocidental. Aclamado como um dos críticos mais instigantes do nosso tempo, Harold Bloom, professor de literatura das universidades de Yale e Nova York, desafia o multiculturalismo, o marxismo e o feminismo ao definir, com precisão e originalidade, o seu conceito de cânone ocidental. Um livro essencial.

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    Carla Silva28/02/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Brilhante com limitações

    Para começar, achei o livro um exemplo brilhante da capacidade de Bloom de nos transmitir sua paixão reverente pela Literatura. Sua cruzada em protesto contra a banalização da cultura e do ensino de literatura faz sentido nessa época de politicamente correto - politica de mediocridade, isso sim. Mas há defeitos: Bloom fica tão empolgado com a idéia motriz - provar que todos os 'grandes' devem algo a Shakespeare, que faz algumas omissões e análises canhestras: 1º, ele omite os trágicos gregos, pois não vai poder provar que eles devem algo a Shakespeare, tendo vivido séculos antes do bardo; 2º, sua interpretação de Dante é esquisita, parcial, soando incompleta; ainda que se possa justificar pela falta de espaço, suspeito que teve algo a ver com o mesmo 'problema' que o levou a omitir os gregos: Dante viveu e criou uma obra extraordinária antes do tempo de Shakespeare; então, como Ésquilo, Sófocles & cia, nada deve ao autor de "Hamlet". Mas O Cânone Ocidental é obra que merece se tornar de referência. É verdade, eu trocaria o capítulo sobre Tolstoi por Dostoiévski, e eliminaria Freud em prol de, digamos, D.H. Lawrence ou Henry James. Mas nada é perfeito.

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